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Mãe de Raíssa Eloá fala sobre o dia da morte da filha: “Ela confiava nele”

O caso aconteceu no bairro de Morro Doce

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Raíssa Eloá foi assassinada por um garoto de 12 anos (Foto: Reprodução/G1)

Na terça-feira, 2 de outubro, a mãe de Raíssa Eloá explicou o que aconteceu no dia da morte da filha de 9 anos. Em entrevista ao SP1, Rosevânia contou que iria pegar pipoca para o irmão de Raíssa e pediu para que a menina não saísse de perto dela, enquanto ela estava na fila de um brinquedo no CEU Anhanguera.

“Raíssa, não sai de perto da mamãe porque a mamãe não gosta. Se ela saísse, não saberia voltar. Aí ela falou: tá bom, mamãe, estou brincando aqui com ele no pula-pula. E eu falei: tá bom, minha filha, só vou pegar pipoca para o seu irmãozinho”, conta Rosevânia. Porém, alguns minutos depois, Raíssa desapareceu e a mãe começou a procurá-la.

“Comecei a rodar o parque inteiro, chamei as meninas, anunciei no palco e nada. Avisei os policiais do CEU, todo mundo procurando e nada. Quando deu umas 17h55min, a mãe dele, que estava na delegacia, falou assim com tranquilidade: Meu filho falou que encontrou uma menina na árvore e que ela estava de macacãozinho rosa. Eu peguei e já desmaiei”, relembra.

Rosevânia conta que não conhecia os pais do menino, mas que já tinha levado ele para a igreja. “Eu só conhecia as irmãs dele e ele. Ele só falou que tinha ficado internado. Ele me chamava de tia. Mas não quis falar que não tinha aprontado. Disse só que era briga dos pais“, conta. Rosevânia também enfatiza que o menino disse à ela que costumava ler a Bíblia e que ele só falava de Deus.

“Minha filha era muito rígida, ela não ia com ninguém. Nem com minha irmã nem com meu cunhado. Ela confiava nele”, afirma a mãe ao SP1. De acordo com o G1, os dois moravam na mesma rua localizada no bairro do Morro Doce, Zona Norte de São Paulo. Os vizinhos contaram ao portal que Raíssa e o menino de 12 anos costumavam brincar juntos na rua de casa e também no CEU Anhanguera, onde ela desapareceu.

Entenda o caso

Raíssa Eloá foi encontrada no Parque Anhanguera amarrada em uma árvore e toda machucada. A mãe da menina deixou ela no pula-pula enquanto ia buscar pipoca para o outro filho e quando voltou, a menina não estava mais no local.

As buscas começaram até que o garoto disse ter achado o corpo no parque. O boletim ainda diz que a menina estava toda machucada e com sinais de que teria sido afixada. Além de estar presa à corda, Raíssa estava descalça, com a mesma roupa da festa e praticamente irreconhecível por conta dos ferimentos.

O caso aconteceu no último domingo, 29 de setembro, depois que Raíssa desapareceu de um CEU que ficava ao lado da casa dela. O pré-adolescente chegou a prestar dois depoimentos ao DHPP e mesmo sendo muito confuso e entrado em contradição, ele confessou que havia matado a menina.

Em um primeiro momento, ele disse que havia sido obrigado a matar a menina porque um homem adulto o estava ameaçando com uma faca. Mas em um depoimento feito na madrugada desta terça-feira, o garoto confessou ter matado Raíssa, de apenas nove anos, sozinho.

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