Médico de 32 anos morre por coronavírus e irmã abre o coração: “Trocamos mensagens momentos antes”

A família de Frederic fez um desabafo após relatar sobre a morte do profissional, que atuava na linha de frente nas Unidades de Pronto Atendimento contra o covid-19

Resumo da Notícia

  • O médico não pertencia ao grupo de risco
  • Ele atuava na linha de frente contra a doença nos hospitais
  • A irmã de Frederic fez um relato sobre o caso
  • A família está vindo de Belém para a liberação do corpo
Ele não estava no grupo de risco (Foto: reprodução / Facebook)

Na última terça-feira, 21 de abril, o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, confirmou a morte do médico Frederic Jota Silva Lima, de 32 anos, por coronavírus, que atuava na linha de frente contra a doença. Ele atendia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaquera, e também na Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, grande São Paulo.

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De acordo com informações do G1, Frederic estava internado no hospital Emílio Ribas, e veio à óbito na noite da última segunda-feira, 20 de abril. “Infelizmente morreu ontem um médico da nossa rede hospitalar, da UPA de Itaquera, na Zona Leste, de apenas 32 anos. Ele trabalhava na UPA 26 de Agosto, da Organização Social das Irmãs Marcelina. Era um rapaz muito jovem, que infelizmente veio a falecer”, afirmou o secretário em entrevista à GloboNews.

O óbito foi confirmado na noite do dia 21 de abril (Foto: reprodução / Facebook)

Ao Jornal Hoje, da TV Globo, a família afirmou estar transtornada com a morte. Eva Tolvana, irmã do médico, que mora no Pará, afirmou que havia conversado com ele no domingo, 19 de abril, pouco antes dele morrer. Os dois estavam trocando mensagens antes de Frederic ir ao hospital.

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“Ele estava apresentando tosse. No domingo de madrugada, ele teve falta de ar e foi para o hospital. Consegui falar com ele por mensagem no domingo pela manhã. Ele falou que estava ruim e já não visualizou mais minhas outras mensagens. Em 50 minutos não estava mais online. E quando foi meio do dia, um amigo dele me ligou dando a notícia. Ele se sentiu mal, tentaram entubar, mas ele teve uma parada e não resistiu”, lamentou.

Quando os vizinhos do condomínio em que ele morava souberam da notícia, prestaram uma homenagem o aplaudindo. A irmã de Frederic e o pai, que moram em Belém, virão para São Paulo nesta quarta-feira, 22 de abril, para que o corpo seja liberado e sepultado.

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