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Menina de 7 anos morre após picada de escorpião e história vira caso de polícia

A avó da menina também faleceu

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

A menina não resistiu (Foto: Getty Images)

A primavera chegou e com ela também o calor que faz com que animais peçonhentos saim das suas tocas e fiquem cada vez mais nos ambientes urbanos. Por isso todo cuidado é pouco, é preciso seguir todas as dicas do Ministério da Saúde, para evitar casos como o de uma menina de sete anos, que morreu depois de ser picada por um escorpião.

A menina não teve o nome revelado, mas morreu em Franco da Rocha. Segundo o G1, a criança deu entrada em uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) por volta das 5 horas da manhã da segunda-feira, 15 de outubro. Ela já estava em um estado grave quando chegou ao local, que não aplicava o soro com o antídoto ao veneno do escorpião.

E por conta disso, a equipe médica da UPA chegou a encaminhar a menina para outro hospital, o Hospital Estadual Dr. Carlos Da Silva Lacaz, que tem UTI, mas não o soro. O medicamento até chegou a ser encaminhado para o encontro da criança, mas a menina não resistiu. Ela acabou falecendo e foi sepultada no último terça-feira. E agora, o caso vai virar uma investigação policial.

A avó da menina também morreu, ela passou mal depois de saber o que tinha acontecido com a neta (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal G1)

Isso porque a prefeitura de Franco da Rocha tem uma orientação bem séria para o caso de picadas de escorpião. Segundo o G1, a vigilância sanitária pede para que as pessoas atacadas pelos animais sejam encaminhadas para a Santa Casa de Francisco Morato.

“O protocolo para atendimento nestes casos, definido pela vigilância epidemiológica do governo do estado de São Paulo, em conjunto com os municípios da região, é que o tratamento deve ser realizado em hospitais de referência (Santa Casa de Francisco Morato para crianças e o Hospital Estadual Albano Franco, em Franco da Rocha para adultos)”, disse a prefeitura em nota.

A avó da menina também morreu, ela passou mal depois de saber o que tinha acontecido com a neta.

Caso de polícia 

O caso foi encaminhado para a polícia civil principalmente por conta da decisão do médico de enviar a menina para um hospital que não era o indicado e que não havia soro disponível e porque a própria prefeitura acabou se contradizendo nas notas emitidas sobre o caso.

Em nota ao G1 eles reafirmaram: “A equipe médica da UPA reafirma sua convicção que o encaminhamento ao hospital Lacaz, que possui UTI pediátrica adequada para o atendimento da paciente que se encontrava em estado grave, era o procedimento mais correto a ser adotado no momento, ainda que infelizmente não tenha sido o suficiente para salvar a vida da menina”.

Orientações do Ministério 

O Ministério da Saúde tem uma página só para falar dos animais peçonhentos. Eles listam os mais comuns no Brasil, como os acidentes acontecem, como se prevenir e até como agir em alguns casos. Para mas informações é só clicar aqui ou assistir o vídeo disponibilizado por eles:

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