Paralisia infantil ainda é um risco para crianças no mundo

Vacinações devem continuar para que pólio seja totalmente erradicada

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Conhecida como paralisia infantil, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa causada pelo polivírus. Ela afeta nervos e pode causar fraqueza muscular permanente e, como próprio nome diz, paralisia. Atualmente, a doença está erradicada no Brasil, mas ainda no começo do século XX era frequente no país.

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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1988 foram registrados cerca de 350 mil casos de pólio no mundo, em 2011 esse número caiu para 716. Hoje, o vírus circula na Ásia e África, fazendo com que, apesar de erradicada no Brasil e na maioria dos países, a imunização siga ativa. Em 2003 a doença se espalhou em países com baixa cobertura vacinal e também infectou novamente outros países que estavam sem casos de pólio desde 1995. Na época, 16 países apresentaram casos derivados da importação do vírus, destes, seis tiveram a transmissão restabelecida: Sudão, Mali, Burkina Faso, Chad, República Africana Central e Costa do Marfim.

No entanto, com esforços como a ampla divulgação de campanhas de vacinação contra a doença, hoje apenas três países não têm a transmissão erradicada, são eles: Nigéria, Paquistão e Afeganistão. Pode parecer pouco, mas as vacinações não podem parar enquanto uma única criança no mundo apresentar um risco de contagio. De acordo com a OMS, o polivírus pode ser facilmente passado de um país sem novos registros para uma população não imunizada. Portanto, as falhas ao erradicar a pólio podem resultar em 200 mil novos casos a cada ano em todo o mundo.

É bom lembrar que não existe a cura para a pólio, por isso os esforços para extirpar a doença no mundo. Hoje, existem dois tipos de vacinas contra a doença, a vacina trivalente oral (gotas), a Sabin; e a vacina inativa (injetável), a Salk. O Ministério da Saúde realiza campanhas anuais chamando pais e responsáveis a levarem as crianças de 0 a menores de 5 anos para serem vacinadas.

Consultoria:

A Saúde de Nossos Filhos, coordenadores Renata Dejtiar Waksman… [et al.]. –3 edição. Editora Manole; Centro de Vigilância Epidemiológica; Manuak Merck de informação médica: Saúde para a família, organizado por Mark H. Beers. Segunda edição. Editora Roca.

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