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Polícia prende 12 pessoas por tráfico de recém-nascidos e ovários na Grécia

A polícia suspeita que hajam mais 66 pessoas envolvidas

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

Suspeita-se que hajam mais 66 pessoas envolvidas no caso (Foto: reprodução / Getty Images)

Na manhã de hoje, 26 de setembro, uma operação policial desmantelou um tráfico de ovários e de recém-nascidos, em Tessalonica, na Grécia. Mulheres búlgaras e georgianas, de etnia cigana, eram direcionadas à clínicas particulares para fazerem partos e retirarem os ovários, que depois eram vendidos.

Foram descobertos 22 casos de adoções ilegais e 24 vendas de ovários. A empresa faturou cerca de R$ 2 milhões, desde 2016, de acordo com o site português, Sapo. Na operação, 12 pessoas foram presas, sendo elas: um médico, um advogado e dois funcionários de clínicas particulares. O tráfico era gerido por um ginecologista e outro advogado. Há suspeitas de que mais 66 pessoas estejam envolvidas no crime, e inclusive, em lavagem de dinheiro.

O esquema faturou, desde 2016, cerca de 2 milhões de reais (Foto: reprodução / Getty Images)

“As famílias candidatas a adoções pagavam entre 25 mil e 28 mil euros por uma criança, valor que abrangia o pagamento à mãe biológica, ao advogado, os custos da hospitalização e a percentagem paga aos intermediários”, explicou o chefe da polícia de Tessalonica, Christos Dimitrakopoulos. As mulheres que faziam os partos recebiam cerca de R$ 18 mil à R$ 22 mil, dentro desse esquema.

O governo grego anterior, que tinha como primeiro-ministro Alexis Tsipras, alterou parte do processo de adoção para que a espera dos candidatos fossem menor. Com a nova lei, o procedimento pode durar até 5 anos na Grécia, o que ainda leva muitas pessoas a recorrerem ao tráfico ilegal de adoção.

O crime era comandado por um ginecologista e um advogado (Foto: reprodução / Getty Images)

Em 2011, outras 10 pessoas foram processadas por transportarem 17 mulheres grávidas, que teriam os bebês vendidos, na Grécia. Em 2013, uma menina chamada Maria, e apelidada de “o anjo louro”, foi encontrada em um acampamento cigano. Como houve muito interesse midiático pela criança, as autoridades búlgaras recorreram a investigar o tráfico também em outros países. Os pais da menina a abandonaram aos sete meses de idade, pois viviam em extrema pobreza e foram alvos da investigação pela venda de crianças na Bulgária.

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