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Projeto de lei de Janaina Paschoal quer proibir homens de darem banhos em crianças em escolas

O texto está sendo tratado com urgência

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

O texto está causando alguns discussões (Foto: iStock)

O projeto elaborado pelas deputadas Janaina Paschoal, Leticia Aguiar e Valeria Bolsonaro está causando certo movimento na Assembleia Legislativa de São Paulo, isso porque o texto prevê que todos os cuidados íntimos das crianças como, banho, troca de falda, auxílio para ir no banheiro e outras coisas, sejam feito apenas por mulheres.

Janaina, Leticia e Valeria explicam que essa preocupação com o serviço na educação infantil surgiu depois que o número de professores homens concursados pelo município de Araçatuba subiu significativamente.

As mães da cidade do interior de São Paulo começaram a ficar preocupadas com possíveis assédios. A insegurança delas fez com que o projeto fosse protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Agora, o texto recebeu um pedido de urgência, na intenção de acelerar a votação do projeto.

Segundo o projeto das deputados do PSL, caberia aos professores homens apenas o serviços mais técnicos e ligados ao ensino, atividades físicas e administrativos. O portal Universa da UOL conversou com Janaina, principalmente porque a lei foi criticada pelos próprios integrantes do FPEI (Fórum Paulista de Educação Infantil).

Mas Janaina segue defendendo o projeto. “Luta das mulheres sempre foi dividir tarefas em casa. Não vejo essa relação entre o trabalho na creche e na vida doméstica. Acredito que essa lei vai ser muito importante para proteger meninos e meninas”.

Mônica Pessanha, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, contou à Universa que a preocupação deveria ser, antes de impedir homens de fazer isso, ensinar as crianças quais são os limites que ela precisa ficar atenta.

“A escola deve trabalhar com a ideia do cuidado antes, que é ajudar a criança a entender e se proteger de situações estranhas, como um professor de futebol querer dar banho no aluno. Não é a função dele. Não faz sentido fazer essa segregação nos tempos que estamos vivendo hoje, mas promover ações, palestras e debates para família, profissionais e crianças”.

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