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“Quero poder ser eu”

Juliana Pelizzari Rossini, mãe do Vitor, alerta: “temos que tomar cuidado para não fazer da lista dos outros, a nossa lista”

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Acredito que todos têm uma lista de “metas e objetivos” para alcance do sucesso, para realização dos desejos e sonhos pessoais e profissionais, seja essa lista somente em nossa mente, ou direcionada no papel com número e sequência.

Eu mesma tinha uma lista que fiz no final de 2012, para iniciar em 2013, que foi por água abaixo, logo no começo do ano mesmo.

Foi um balde de água fria, que me fez acordar e despertar para o que realmente era prioridade na minha lista.

Os principais acontecimentos que “deram errado ou não saiu do jeito que eu planejava” logo no início de 2013 foram:

– Colocar meu filho na escola;

– Procurar emprego. Ao mesmo tempo estava procurando e fazendo entrevistas novas;

– Iniciar uma dieta rígida, iniciar exercícios e atividades na academia;

– Ajustar algumas contas pendentes durante o decorrer do ano, com o meu trabalho;

– Matricular meu filho novamente nas aulas de natação.

Foi quando tudo deu errado e, por incrível que pareça, começou aos poucos a dar certo.

Eu percebi, em primeiro lugar, que essa lista não era minha, era uma lista de tomada de decisão da sociedade feminina das últimas décadas, mas que não era a minha real vontade de seguir.

Essa lista não era minha e eu sentia isso dentro de mim, mas decidi apostar minhas fichas finais e pensei: sou capaz e tem emprego na praça, vou investir e ver em que vai dar.

E adivinha o que aconteceu com esses itens da minha lista?

Não aconteceu nada, como eu planejava.

Levei meu filho na escola, mas no fundo achava que meu filho era muito novo, enfim. Como ele é super comunicativo, inteligente, que gosta de brincar, segui alguns conselhos e adivinha o que aconteceu?

Não tinha nada que encantava e animava meu filho de ir à escola, e isso interferia na minha tranquilidade e segurança de continuar com a lista, pois não tinha a intenção de continuar, caso meu filho não estivesse “feliz”.

E uma coisa impulsionou a outra. Meu filho estava em adaptação, ficava “poucas” horas na escola, mas mesmo assim ele não se adaptou, chorou muito e ficou uma criança chorona e calada.

Meu filho ficaria meio período na escola, o outro período ficaria com a minha sogra, ou seja, algo que me deixava desconfortável, pois tinha medo de incomodar e principalmente temia as manhas de criança, que usam esse poder a seu favor, quando estão na frente dos outros.

E com esse “cenário” que descrevi acima, eu percebi que essa não era a minha lista, que na verdade minhas prioridades e vida tinham mudado definitivamente com o nascimento do meu filho.

Percebi que não conseguiria trabalhar fora, se o meu coração estava junto com o bem estar do meu filho e família. Percebi que não ficaria tranquila em deixar a escola tentar agradar meu filho, em esperar que a minha sogra acalentasse meu filho, enquanto eu saía para trabalhar.

Foi ai que assumi que essa lista feita no final de 2012, realmente não era minha.

E deixei meu coração dar a minha lista real, que é:

– Levar meu filho na escola quando ele tivesse 3 anos completos;

– Percebi que gostaria de levar meu filho na escola e depois buscar ouvindo as infinitas novidades aprendidas na escola;

– Quero ouvir o sucesso do meu filho e vibrar com ele;