Não é todo mundo que pode se vacinar contra a febre amarela, não!

Não se desespere antes da hora!

(Foto: iStock)
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Com o estado alarmante da população em relação aos casos de febre amarela, muita gente está ansiosa para ir com a família no posto de saúde para vacinar, mas, calma! Mas você sabe se pode?

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Desde outubro de 2017, casos de macacos mortos em parques da zona norte de São Paulo deixaram a população apreensiva e com dúvidas de quem realmente precisaria da vacinação. A pediatra e neonatologista Dra. Flavia Oliveira da Clinica MedPrimus em São Paulo explica que  vacina contra a febre amarela é eficaz com uma taxa de proteção em torno de 95%, mas nem todo mundo deve tomá-la.

Mas, então, quem vacina?

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Jessé Reis, infectologista do Delboni Auriemo, explica que crianças menores de seis meses, crianças que estão em tratamento contra o câncer, pacientes transplantados, gestantes, idosos e em determinados tratamentos de saúde não podem receber a vacina por conta dos riscos de reações graves devido a queda na imunidade e na incapacidade de produzir anticorpos. No caso da vacina da febre amarela os efeitos colaterais quando feitos em pessoas imunodeprimidas são muitos severos com risco de complicações graves e fatais.

“Para essas pessoas a orientação é evitar picadas de mosquitos por meio do uso de camisas de mangas longas e calças compridas, mosquiteiros e repelentes.”

É importante seguir o que as autoridade dizem para não faltar vacina para quem realmente precisa por estar em áreas consideradas de risco pelo Governo como:

Toda a Região Norte e Região Centro-Oeste. No Nordeste, somente os estados do Maranhão e partes do estado do Piauí e Bahia. Na região Sul, partes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No Sudeste todo os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além de partes do Rio de Janeiro.

A boa notícia é que no dia 29 de Janeiro, os postos irão fornecer a vacina fracionada, que tem proteção semelhante, mas com duração de 8 anos. Ela é feita com 0,1 ml ao invés da dose convencional de 0,5 ml, esse fracionamento ocorre para que um maior número de pessoas seja vacinado, já que a capacidade de produção local da vacina é de 6 milhões de doses ao mês.

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