Sociedade Canadense de Pediatria alerta: riscos da circuncisão não compensam

Segundo a entidade, o procedimento não deve ser realizado como rotina nos recém-nascidos

A Sociedade Canadense de Pediatria divulgou seu novo posicionamento sobre a operação de circuncisão em recém-nascidos: segundo a associação, o procedimento cirúrgico não deve ser uma rotina para os meninos recém-nascidos. Novas evidências mostram que os benefícios não compensam os ricos.

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Estudos anteriores mostram que fazer a circuncisão pode prevenir algumas doenças como infecção urinária e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis), mas no Canadá a cirurgia tem causado polêmica nos últimos anos por questões éticas: muitos especialistas consideram a operação drástica demais para ser realizada em bebês, porém quanto mais tarde for feita a cirurgia, maiores são os riscos.

Se você optar por realizar o procedimento no seu filho por questões religiosas, procure um especialista que possa orientar sobre os cuidados que precisam ser tomados no pós-operatório. Entre os principais riscos estão sangramento excessivo e infecções, mas as complicações atingem cerca de 0,5% das crianças que passam pela operação.

O que é circuncisão?

Circuncisão é o nome dado ao procedimento cirúrgico para tratar a fimose, uma condição patológica. A cirurgia é feita através de uma incisão no prepúcio, pele que envolve e protege o órgão genital masculino, o pênis. Essa operação também é chamada de postectomia. No Brasil, a taxa de meninos que precisam realizar a circuncisão é equivalente a 5%, ou seja, de 20 crianças apenas 1 realiza a cirurgia.

Logo após o nascimento, praticamente todos os meninos apresentam excesso de prepúcio na região genital. Para 90 a 95% dessas crianças, essa pele retrai espontaneamente ao longo da infância e não é necessário nenhum tipo de operação, mas 4 a 11% delas podem sofrer com um processo inflamatório de repetição nesse local. Esse problema, que depois pode evoluir para uma fimose patológica, é motivo para realizar a circuncisão.