Criança

Amigos têm uma conexão cerebral forte e estudo prova isso

Mesmo com idades, gêneros, etnias ou nacionalidades diferentes

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

Estudo diz que é possível até medir a distância social entre pessoas com o resultado (Foto: Shutterstock)

Várias pesquisas já mostraram que nós, geralmente, nos aproximamos de pessoas mais parecidas com a gente. A semelhança de gostos, valores e atitudes influencia nossa rede. Mas um novo estudo feito pela Universidade de Dartmouth, nos Estados Unidos, foi além.

Os pesquisadores descobriram que amigos apresentam respostas neurais semelhantes quando recebem o mesmo estímulo. Ou seja, os padrões de resposta do cérebro entre pessoas mais próximas tendem a se repetir.

“Os resultados aqui reportados são consistentes: as pessoas costumam a ser amigas de pessoas que enxergam o mundo da mesma forma que elas”, aponta o estudo.  A partir destes resultados, os especialistas dizem ser possível prever quem é amigo de quem apenas analisando esse fator. E não apenas isso, mas também estimar a distância social entre duas pessoas.

Para ter essa descoberta, 280 estudantes da pós-graduação foram avaliados e 42 convidados a ver uma série de vídeos sobre vários assuntos (política, comédia, ciência, entre outros) enquanto tinham as atividades cerebrais registradas em um scanner.

Os vídeos foram passados na mesma sequência e com as mesmas instruções para que a comparação fosse precisa. Assim, a pesquisa concluiu que de fato essas conexões cerebrais são mais fortes entre amigos, mesmo que tivessem idades, gêneros, etnias ou nacionalidades diferentes.

A parte do cérebro que manifesta essas atividades está relacionada a emoção, que ativa a atenção e raciocínio de alto nível e o estudo foi divulgado na Nature Communications.

Foi a primeira vez que uma pesquisa analisou as atividades cerebrais de pessoas próximas no mundo real. Agora, eles querem saber qual o fluxo dessa relação: se nós nos aproximamos de quem tem um jeito parecido ao nosso ou se nós ficamos mais parecidos com as pessoas com quem convivemos.

Leia também:

Estudo defende que ser otimista é um ótimo jeito de melhorar a saúde da família toda

Estudo comprova que o sono dos pais só volta ao normal após 6 anos do nascimento do filho

Pesquisa choca ao dizer que engravidar usando anticoncepcionais é mais normal do que parece