Pais

Desabafo de mãe: “Não é à toa que estamos tão exaustas. Nossas mentes são um labirinto”

Ela tem mais de 50 mil likes em sua página no Facebook

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

Amy Weatherly, mãe de 3 filhos e blogueira, queria fazer algo para agradar a professora de um de seus filhos e decidiu ajudar na montagem da “caixa de tesouro” que havia sido pedida em classe.

Para isso, ela parou na Target, loja de departamento americana, para comprar algumas bolas pula-pula e depois do seu filho ajuda a escolher algumas opções, Amy considerou enviar uma mensagem para a professora para garantir que, quando chegasse a vez dele de escolher um prêmio da caixa, ele pudesse pegar a bola que tanto queria.

Mas em vez de sacar seu telefone, ela teve uma ideia: talvez devesse deixar o filho aprender a valiosa lição de que nem sempre a gente consegue o que quer. Amy decidiu compartilhar em um post do Facebook a situação e explicou que o vai-e-vem envolvido com essas decisões é o motivo pelo qual as mães estão tão cansadas – e ela definitivamente está certa.

Vem ler:

“Comprei bolas saltitantes para a caixa do tesouro da turma do meu filho. Algo bonito para a professora, uma forma simples de mostrar ao meu filho o que significa gratidão. Uma forma simples de mostrar a ele o quanto os professores fazem para os alunos. Além disso, foi uma boa desculpa para ficar um pouco alucinado na sessão de 1 dólar.

Então levei-o para a loja e deixei-o escolher tudo. Escolhemos diversas bolas. Hoje de manhã, ele me informou qual modelo ele gostaria de pegar. A minha reação inicial foi mandar uma mensagem à professora e perguntar-lhe se ela poderia guardar uma para ele. Afinal, ele ajudou a escolhê-las, por isso meio que merece pegar aquela que ele quer, né?”

Então ela explica o outro pensamento que teve repentinamente:

“Mas depois a outra metade de mim, pensou: ‘Não, é melhor não. Ele precisa aprender a ser feliz com o que ele conseguir’. Pensei por 5 minutos e me veio uma luz. É por isso que nós, mães, estamos tão esgotadas.

Quando você tem um bebê, você se preocupa se o leite materno ou a fórmula é melhor, se seu bebê precisa de fraldas ou penico, se você deve manter o seu bebê no quarto com você ou deixá-los dormir no próprio berço. Cada decisão é tão delicada quanto aquele bebê precioso que você está segurando suavemente em seus braços. Você se pergunta se o tempo de celular vai realmente destruir sua criança para a vida como todos os artigos dizem. Você também tem que arrumar a roupa lavada e não pode fazer isso com o seu filho de 2 anos agarrado na sua perna.

E depois eles fazem uma birra no meio do corredor de uma loja e você fica imaginando como lidar com aquilo com todo mundo assistindo e esperando. Vai gritar? Vai ignorar? Brigar? Pois é”.

Ela dá mais alguns exemplos e mostra como as mães estão sempre absurdamente preocupadas o tempo todo com a vida dos filhos. Então ela chega em uma conclusão:

“Não é a toa que estamos tão exaustas. As nossas mentes são um labirinto. As nossas vidas são um ato de malabarismo. Estamos tentando dançar tango, valsa e macarena ao mesmo tempo.

Eu não tenho um monte de conselhos aqui, sinceramente. Eu não sou especialista. Estou bem no meio da bagunça com vocês, meus amigos. Somos mães e sempre vamos querer o melhor para os nossos filhos. Só posso te dizer que você está fazendo um bom trabalho.

Se não fosse um bom trabalho, você não ia se importar tanto, você não se preocuparia tanto. Seus filhos vão ficar bem e você também. Às vezes você vai perder a linha, mas está tudo bem. Peça desculpas para você mesma. Perdoe-se. Levante e continue.

Continue tentando fazer as coisas que são as melhores para os seus filhos. Ao tentar, você está amando eles de uma forma que fará uma diferença significativa em suas vidas. E eu prometo que o amor será a coisa que os carrega para uma infância feliz e uma vida bem sucedida.

Esse amor vai ser a coisa que faz a maior diferença”, finaliza.