Pais

Empreendedorismo é oportunidade de mãe para estar perto dos filhos

Patricia Bogorni precisou sair do trabalho após a maternidade

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

Ela está adorando a experiência (Foto: reprodução/Arquivo Pessoal)

A maternidade foi uma vontade que surgiu mais tarde em Patricia Bogorni, mas quando veio, chegou com tudo. Levando uma vida muito agitada e corrida, ela sempre valorizou a independência financeira

“Fui mãe aos 35 anos, bem madura, porque venho de uma geração que já priorizava a carreira”, explica. Mesmo com mais vivência, não imaginava quantas descobertas isso desencadearia.

Abandonar o trabalho para se dedicar a filha, Marília, não foi uma decisão fácil, mas ela precisou fazer, pois não tinha com quem deixá-la. Com a chegada de João, isso permaneceu. “Hoje, minha vida é 100% deles”, conta. 

Agora que eles já têm 4 e 2 anos, respectivamente, a mãe sente vontade de voltar a trabalhar e encontrou no empreendedorismo uma oportunidade. Conheceu o site Antes de Mim procurando roupas para a filha online. 

O brechó rapidamente atraiu Patricia. “Tinha muita coisa bacana, que valia a pena, muitos itens novos, preços bons e então resolvi colocar as coisas do João também”, comenta a empreendedora

A ideia de unir desapego e sustentabilidade encantou a dona da Lojinha da Patricia Bogorni, porque as crianças perdem as roupas muito novas. Ela, que já era consumidora de brechós, passou a também anunciar. 

Após fazer algumas vendas pelo site, garante que a experiência é ótima. “Nós temos essa ideia de que usado é velho, mas principalmente com bebê, é tudo novo”, opina. E diante das muitas responsabilidades como mãe, é uma chance de recomeçar. 

“Eu gosto, porque sei que estou vendendo uma coisa boa, que alguém vai usar muito ainda e é uma forma de ter um dinheirinho também para comprar algo para meu filho”, elogia. 

Justamente essa é sua prioridade atual. Patricia quer continuar se entregando para a família. Ela é feliz e realizada com a vida que construiu e acredita que manter essa relação e trabalho é o que dá sentido ao seu dia a dia. 

“Eu estou ajudando, reciclando, não consumindo mais e permitindo que outras pessoas adquiram um produto reciclável. É uma troca justa em que todo mundo ganha”, finaliza. 

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