Pais

Mãe transforma hobby em profissão para estar próxima aos filhos: “Hoje, faço os meus horários”

Flávia tem orgulho em dizer que é fotógrafa de família

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

Tudo teve início com a vinda de Arthur e Érick (Foto: reprodução/Ráisa Mello)

Flávia Laurentino precisou mudar os planos de vida quando descobriu a gravidez. E foi exatamente esse acaso que possibilitou a mãe se encontrar dentro da profissão. O caminho para realizar o sonho foi o empreendedorismo

“A maternidade veio de surpresa para mim. Aos 21 anos, na 3ª fase da faculdade de Arquitetura, me descobri grávida. Ser mãe estava longe dos meus planos naquele momento, mal esperava que junto com ela, descobriria a minha paixão: a fotografia! 

Comprei uma câmera, ainda na faculdade, para fazer registros arquitetônicos, mas tranquei o curso logo que descobri a gravidez (eu não me identificava mais e definitivamente não conseguiria tocar estudos naquele momento). 

Eu não estava junto com o pai do Arthur e, embora hoje eles tenham bastante contato, na época foi tudo bem difícil. Ele nasceu em agosto de 2013 e eu já fotografava pra família, mas como hobby. Isso me distraía. Eu amava e as pessoas gostavam. 

Com o tempo, fui melhorando, me aprimorando e comecei a receber pelos trabalhos que fazia. Eu não achava justo afinal, não tinha um preparo, mas morava com minha mãe (que sempre foi muito parceira e me apoiou em todos os momentos) e precisava ajudar com a casa e a creche. 

A última coisa que eu poderia pensar era em gastar com curso. Foi então que uma prima muito querida, acreditou em mim e me deu o curso. Nessa mesma fase conheci meu marido, que foi um grande apoiador das minhas ideias.

Me formei, e decidi que a fotografia era o que eu queria pra minha vida! O curso acabou em dezembro e em março eu descobri que está grávida do Érick. Mais um susto

Nesse tempo fui me preparando, fazendo cursos, me especializando na minha área de atuação que é a Família. Quando ele nasceu, eu já tinha decidido que precisaria sair do meu emprego. Queria cuidar dos meu filhos, acompanhar as etapas de cada um, estar mais perto.

Dois meses depois que voltei da licença-maternidade, fui demitida. Nesse momento, a minha vida realmente mudou. Abri a MEI, e me tornei dona do meu próprio negócio. Deixei de ser funcionária para ser a ‘chefe’. 

Já se passaram 2 anos. É infinitamente mais difícil ter que tocar o próprio negócio. Abandonar a mente de funcionária e adquirir hábitos empreendedores é difícil. Não tem ninguém para lembrar, cobrar e fazer por você. Cada detalhe para o sucesso depende exclusivamente de nós. 

Eu dei alguns tropeços. Ser empreendedora, trabalhar dentro de casa, cuidar da casa e dos filhos, tudo ao mesmo é desafiador. Muitas vezes eu passei a madrugada editando trabalho, porque foi o único momento que tive livre. 

Meu marido é muito parceiro, cuida de tudo e segura as pontas quando nos prazos estão no limite. O apoio e a colaboração dele são fundamentais para o meu sucesso. Ter pessoas que te apoiam e acreditam em você faz toda a diferença nesse caminho. 

Hoje, eu faço os meu horários e minha agenda gira em torno dos meninos. Consigo conciliar o trabalho com a casa sem prejudicar a nossa rotina. Vez ou outra as coisas fogem do controle, e aí a gente para, respira, recompõe e começa tudo novamente. 

Eu não tenho dúvidas de que foi a maternidade que me proporcionou tudo isso. Eu não teria toda essa coragem e essa vontade de empreender e crescer se não fossem meus filhos e minha família. Eles me encorajaram, me motivam a querer ser cada vez melhor. 

Eu encho o peito para dizer que tenho minha empresa, sou fotógrafa de família e mãe. Definitivamente eu creio que as mães tem poder pra mudar o mundo!”

Este é o objetivo do projeto Nascer de Novo, nossa parceria com a Brascol: valorizar o empreendedorismo materno e inspirar outras mulheres a buscarem seus sonhos.

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