Gravidez

Saiba o que é Blues Puerperal e como evitar que ele vire depressão

Nem tudo são flores no pós-parto

Ana Beatriz Alves

Ana Beatriz Alves ,Filha de Maria de Fátima

(Foto: iStock)

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Existem mulheres que, logo depois de terem bebê, choram e sentem uma tristeza inexplicável, mas não significa que esteja sofrendo de depressão pós-parto. “Blues” significa tristeza em inglês e pode acontecer nos primeiros dias depois do parto. É comum que dure até duas semanas, com uma rede de apoio, paciência, compreensão e reajustes na rotina, a mulher vai se sentindo melhor e deixando essa melancolia para trás.

Lívia Marques, psicóloga organizacional e clínica, com foco em Terapia Cognitiva Comportamental e mãe da Maria e do Miguel, explica que, diferente da depressão pós-parto, a mãe consegue cuidar do bebê, alimentá-lo e segurá-lo no colo.

Os sintomas são:

Irritabilidade

Melancolia

Vontade de chorar, mesmo sem motivo

Alteração do sono

Preocupação excessiva com a saúde do bebê, mesmo que ele esteja bem

Dificuldade de se concentrar

Também conhecido como “baby blues”, a condição acaba pegando a família e os amigos de surpresa já que é cobrado que a mãe esteja feliz e 100% satisfeita com a chegada do filho. Lívia reforça que culpas maternas existem e que as pessoas precisam escutar e respeitar.

As mudanças hormonais e corporais são grandes e o corpo está se adaptando ainda nas duas primeiras semanas pós-parto, o que inclui recuperar a enorme dose de adrenalina que a mãe recebeu quando o bebê chegou.

Os hormônios vão se estabilizando no organismo à medida que começa a produzir leite materno. E o lado emocional não fica atrás. O tamanho da responsabilidade com a chegada do bebê tem potencial de assustar qualquer pessoa. Além de todas essas mudanças, a rotina é completamente nova e, muitas vezes, a mãe se vê sozinha cuidando do bebê.

É nessa hora que você pode entrar como uma rede apoio, o marido, tios, avós, amigos, todos podem ajudar não só com o bebê, mas cuidando da mulher também. Lívia recomenda que as visitas aconteçam apenas se ela se sentir bem e, se for, levar um lanche, o almoço, se oferecer para ajudar em algo na casa, segurar o bebê para ele poder descansar, dormir. Ela vai se readaptando e estabilizando emocionalmente.

É superimportante esse apoio para que a melancolia passe normalmente e não se estenda ao ponto de se transformar em depressão pós-parto. Se você continuar se sentindo triste e passar a ter receio de cuidar do bebê, converse com um médico para ter orientações e tratamento adequado.

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