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Acidentes com escorpiões aumentam e geram alerta para os pais

Ataques em crianças são mais perigosos do que em adultos

Redação Pais&Filhos

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Criança morre após ser picada por escorpião no interior de São Paulo (Foto: GettyImage)

O Ministério da Saúde tem se preocupado com os números altos de casos de picadas de escorpião no país e também com as mortes infantis causadas pelo aracnídeo.

De janeiro a setembro de 2018, mais de 90 mil casos de picadas por escorpião foram registrados no país. O número de óbitos ainda não foi fechado pelo MS, mas em 2016, 120 pessoa de quase 92 mil casos vieram a óbito e em 2017 foram registradas 143 motes para quase 125 mil picadas de escorpião.

Uma das principais preocupações neste assunto é que crianças menores de 7 anos são mais sujeitas a morrer vítima de picada do aracnídeo do que os adultos, já que o veneno é muito forte para o sistema infantil resistir por muito tempo.

Todas as espécies de escorpião são venenosas e os tipos variam de acordo com a região do país ou o ambiente. Vale lembrar também que o ataque do aracnídeo é uma resposta ao toque humano e não uma ação natural do animal. Por isso, é preciso tomar cuidado, uma vez que, por serem pequenos, eles podem acabar escondido sob um pano, lençol, um canto escuro na casa, etc.

Uma tática utilizada por pessoas que moram em área de infestação para evitar picadas de escorpião dentro de casa é aplicar óleo de cozinha ou vaselina em pernas de mesas, cadeiras, camas, para evitar que o animal suba nos móveis.

O MS disponibilizou uma cartilha com informações e dicas sobre o cuidado com e para os escorpiões. Na cartilha, é reforçado que, uma vez que haja ocorrência ou visualização de escorpião no local, o animal precisa ser retirado e o ambiente modificado para que não volte a atrair a espécie. Confira outras dicas do MS:

Na área externa do domicílio
• Manter limpos quintais e jardins, não acumular folhas secas e lixo domiciliar;
• Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes apropriados e fechados, e entregá-los para o serviço de coleta. Não jogar lixo em terrenos baldios;
• Limpar terrenos baldios situados a cerca de dois metros (aceiro) das redondezas dos imóveis;
• Eliminar fontes de alimento para os escorpiões: baratas, aranhas, grilos e outros pequenos animais invertebrados;
• Evitar a formação de ambientes favoráveis ao abrigo de escorpiões, como obras de construção civil e terraplenagens que possam deixar entulho, superfícies sem revestimento, umidade etc;
• Remover periodicamente materiais de construção e lenha armazenados, evitando o acúmulo exagerado;
• Preservar os inimigos naturais dos escorpiões, especialmente aves de hábitos noturnos (corujas, joão-bobo, etc.), pequenos macacos, quati, lagartos, sapos e gansos (galinhas não são eficazes agentes controladores de escorpiões);
• Evitar queimadas em terrenos baldios, pois desalojam os escorpiões;
• Remover folhagens, arbustos e trepadeiras junto às paredes externas e muros;
• Manter fossas sépticas bem vedadas, para evitar a passagem de baratas e escorpiões;
• Rebocar paredes externas e muros para que não apresentem vãos ou frestas.

Na área interna
• Rebocar paredes para que não apresentem vãos ou frestas;
• Vedar soleiras de portas com rolos de areia ou rodos de borracha;
• Reparar rodapés soltos e colocar telas nas janelas;
• Telar as aberturas dos ralos, pias ou tanques;
• Telar aberturas de ventilação de porões e manter assoalhos calafetados;
• Manter todos os pontos de energia e telefone devidamente vedados.

Observação: em áreas rurais, a preparação do solo para plantio pode promover o desalojamento de escorpiões de seu habitat natural (barranco, cupinzeiros, troncos de árvores abandonadas por longos períodos).

E, em caso de picada de escorpião, siga as instruções abaixo:

As medidas devem ser adotadas de imediato e o tratamento instituído o mais rápido possível após o acidente.
O que fazer?
• Limpar o local com água e sabão;
• Procurar orientação médica imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência).
• Se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde pois a identificação do escorpião causador do acidente pode auxiliar o diagnóstico.

O que não fazer?
• Não amarrar ou fazer torniquete;
• Não aplicar nenhum tipo de substâncias sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina) nem fazer curativos que fechem o local, pois podem favorecer a ocorrência de infecções;
• Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;
• Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado, ou outros líquidos como álcool, gasolina, querosene, etc, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro.

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