Família

Comprovado: famílias tradicionais com pai, mãe e filho não são mais maioria no Brasil

Os dados são da Pesquisa Nacional (Pnad)

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

(Foto: arquivo pessoal)

Luis Henrique e Luiz Gustavo com seus filhos(Foto: arquivo pessoal)

A discussão para tentar encontrar uma definição certa de família vem crescendo ao longo dos anos, a realidade, é que não existe uma estrutura especifica. A única coisa necessária e obrigatória é o amor, seja ele da maneira que for.

A famosa “família tradicional”, formada por um pai, uma mãe e filho(s) vem se reinventando e se transformando. Mães solos, avós que criam seus netos, casais divorciados que se juntam e criam uma segunda família, tias que viram mães,  casais homoafetivos que lutam todos os dias para que tenham seus direitos respeitados e assim vai… As diversas formas de composição familiar servem para mostrar que não importa o gênero, a idade ou o status civil ou o parentesco de quem cria, o respeito e a união são sempre o que irão contar no final.

Dados da Pesquisa Nacional (Pnad), se constatou que desde 2005, o perfil familiar composto unicamente por um pai, uma mãe e filhos deixou de ser maioria nas casas brasileiras. O arranjo conhecido por muitos como tradicional ocupava 42,3% dos lares pesquisados. Isso significa que houve uma queda de 7,8 pontos percentuais em relação a 2005.

A história de Luis Henrique e Luiz Gustavo, por exemplo, é linda. Os dois provaram que, não importa a configuração, o que importa de verdade em uma família sempre é o amor. Depois de algumas tentativas frustradas eles realizaram o sonho da paternidade por meio da barriga solidária, realizada pela mãe de Luis, Ana Maria. Hoje, o casal se sente realizado com uma família completa cheia de alegria.

Eram dois óvulos, um com material genético de Luis Henrique e o outro com material genético de Luiz Gustavo. “Em 5 de outubro nasceram saudáveis, de cesárea, os gêmeos. João Lucas nasceu primeiro, com 2.32 kg, e em seguida Pedro Henrique, com 2,34 kg”, relembra Luis. Hoje, os pais se sentem realizados porque têm uma família completa cheia de amor e alegria.

(Foto: arquivo pessoal)

Ashleigh e Bliss Coulter com o filho, Stetson (Foto: arquivo pessoal)

E isso não acontece só no Brasil. Nos Estados Unidos as famílias homoafetivas estão crescendo. Relembre o caso que fez o maior sucesso na internet de Stetson Coulter, do Texas, Estados Unidos, a criança se tornou um progresso na medicina mundial por ser fruto de duas gestações. Sim, você leu certo. Duas mulheres, as mães Ashleigh e Bliss Coulter geraram o pequeno em suas barrigas ao longo da gravidez.

As duas são casadas e decidiram ir atrás da fertilização in vitro para engravidar. Deu certo e o bebê foi concebido com um espermatozoide de um banco de esperma e com o óvulo da mãe Bliss. Ficou acordado entre elas que quem engravidaria seria a Ashleigh, mas os médicos conversaram com as mulheres sobre a possibilidade da Bliss também engravidar – por alguns dias!!

A criança nasceu supersaudável. Ashleigh comentou que o procedimento possibilitou que as duas participassem da gestação do filho. “Bliss ficou grávida por cinco dias e foi um momento muito importante da fertilização e depois eu fiquei grávida por mais nove meses. Isso tornou tudo mais especial para nós”, disse.

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