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Família

Estudo comprova que lar com pai ou mãe solo não prejudica a criança

Na verdade, pode até ser benéfico

Emily Santos

Emily Santos ,filha de Maria Teresa e Francisco

Mãe e filha (Foto: Getty Images)

Um estudo recente publicado em dezembro pela Universidade de Sheffield, do Reino Unido, revelou que as crianças filhas de pais separados não são negativamente afetadas pela separação. Na verdade, o relatório revela que pode até trazer benefícios para a relação da criança com os pais, para a satisfação da vida e para os sentimentos sobre a família.

Esses foram os resultados obtidos depois da análise de mais de 27 mil famílias entre 2009 e 2011. Os relatos registrados mostram que as avaliações sobre a satisfação e nível de relação dos filhos com os pais são mais altos do que o esperado.

O relatório diz que “Em todos os casos, as diferenças entre aqueles que nunca viveram em famílias monoparentais e aqueles que vivenciaram ou sempre viveram em famílias monoparentais são estatisticamente significantes, mostrando que a diferença que observamos é improvável que tenha ocorrido por acaso.”

O estudo revela ainda que nos casos das famílias monoparentais, a relação com os avós também é mais estreita e significativa do que nos casos biparentais. Isso porque os avós tendem a ajudar mais, tanto financeiramente quanto com as atividades domésticas, sendo uma presença mais ativa e participativa.

O estudo conclui que os dados reunidos desafiam as narrativas políticas e públicas sobre o comportamento problemáticos de filhos de pais separados e que o bem-estar das crianças não é afetado por morar em uma casa com só um dos pais.

“Essa nova visão da vida familiar deve agora ser refletida na formulação de políticas e pesquisa. Ignorar essas tendências corre o risco de ficar fora de contato com a realidade das vidas cotidianas e com o cenário familiar do Reino Unido”, afirmou Sumi Rabindra Kumar, responsável pelo estudo.

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