Bebês

Mãe é expulsa do avião porque o filho estava chorando e filma todo o absurdo com o celular

"Eles nos trataram como se fossemos criminosos", disse Mei Rui

Cecilia Malavolta

Cecilia Malavolta ,Filha de Iêda e Afonso

Mei Rui foi expulsa do voo porque o filho estava chorando (Foto: Getty Images)

Mei Rui, uma aclamada pianista e pesquisadora de câncer que mora em Houston, Texas, estava a caminho de Newark para trabalhar quando a viagem se transformou em um verdadeiro pesadelo. Rui estava indo para Nova York para encontrar os pais.

O vôo da Spirit Airlines, marcado para às 6h30 da manhã, já havia atrasado um pouco, então os passageiros tiveram que esperar na cabine por algum tempo. Achando que o avião iria voar em breve, Rui decidiu amamentar seu filho na esperança de ajudá-lo a descansar durante o vôo.

“Todo pai com uma criança pequena pode imaginar, você não quer  ter problemas no avião”, disse Rui ao The Washington Post. “Seria muito embaraçoso. Eu estava apenas tentando evitar isso”.

As pessoas ainda estavam de pé no avião, já que a porta ainda não havia sido fechada, mas uma comissária de bordo se aproximou de Rui e disse a ela que seu filho tinha que estar em seu assento para a decolagem.

Ela respondeu pedindo “apenas mais alguns minutos para terminar, porque se ele acordasse naquele momento ele faria muito barulho”. Ela prometeu terminar antes que a porta do avião se fechasse.

Após o alerta, Rui parou de alimentar seu filho e o colocou em seu assento, mas, exatamente como ela havia adivinhado, ele começou a chorar. Foi quando ela foi convidada a se retirar do avião.

“Não é como se eu tivesse sido resistente, eu parei de amamentar e o coloquei no banco”, disse ela ao jornal. “Se eles tivessem mostrado um pouco de compaixão, isso não teria acontecido”

Rui filmou com o celular de como o incidente se intensificou. Depois que ela e sua família foram obrigadas a desembarcar, ela conversou com um representante da Spirit Airlines e foi informada que eles não estavam autorizados a voltar para o avião. A melhor resposta que conseguiu foi: “Você não foi complacente”.

Como se isso não bastasse, Rui explicou que ela e sua família esperaram sua bagagem por uma hora, mas ela nunca chegou a ser devolvida. Quando voltavam do aeroporto, o pai de Rui, que sofre de doenças cardíacas, desmaiou e teve que ser levado às pressas para o pronto-socorro.

A estação de notícias local de Houston, KHOU, entrou em contato com a Spirit e a empresa defende sua decisão. Em resposta, eles declararam: “Nossos registros indicam que um passageiro foi removido do voo 712 após recusar-se a cumprir as instruções da equipe várias vezes durante o trajeto de táxi até a pista e instruções de segurança. Para proteger a segurança da tripulação, os regulamentos e as políticas de companhias aéreas exigem que todos os passageiros permaneçam sentados e afivelados durante a decolagem e o pouso. Pedimos desculpas por qualquer inconveniente para os nossos hóspedes. Como cortesia, emitiremos um reembolso total ao passageiro em questão”.

“Eles nos trataram como se fôssemos criminosos”, disse Rui ao The Post. “Um bebê chorando não é um crime.” Nenhum deles está tentando cuidar e alimentar seu filho ou simplesmente fazer o seu melhor como mãe em uma situação estressante, o que poderia facilmente descrever quase todos os momentos associados à viagens aéreas.

Nenhuma mãe deveria passar pelo que Rui passou. Ao mesmo tempo, sua história deve servir como um alerta sobre a Spirit Airlines para outros pais.

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