Família

Menino de 2 anos com síndrome rara comemora aniversário com alta no hospital: “Presente de vida”

Miguel ficou meses na UTI sem os médicos identificarem seu diagnóstico

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Miguel Vasconcellos enfrentou uma cirurgia nos primeiros dias de vida, por conta de um problema chamado atresia de duodeno, isto é, malformação do desenvolvimento do intestino. A operação foi bem sucedida e por um ano e meio não houveram complicações. Até o dia em que ele foi internado por um quadro de virose que, mais tarde, foi diagnosticado como infecção generalizada (septicemia).

Miguel quase foi submetido a uma traqueostomia e quimioterapia, por conta da falta de conhecimento do possível diagnóstico. Segundo Adriele Vasconcellos, mãe do Miguel, “Os médicos não davam nada para ele. Nunca haviam cuidado de uma criança com o intestino curto, então achavam que aquilo era nossa realidade, que agora eu tinha que aceitar ele desnutrido, magro e sem respirar direito”.

Felizmente, uma das médicas que estava acompanhando o garoto conheceu a Dra. Maria Paula Coelho, especialista do PATII – Programa Avançado de Tratamento da Insuficiência Intestinal, núcleo do Centro de Excelência do Sabará Hospital Infantil. “Foi uma luz no fim do túnel! Descobrimos que existia alguém que conhecia sobre o problema do Miguel e era especialista nesse diagnóstico”, relembrou Adriele.

Miguel deu início ao tratamento e a evolução ficou cada vez mais evidente. O processo durou cerca de 4 meses e ele passou por inúmeras intercorrências e três cirurgias em apenas 15 dias. Segundo a Dra. Maria Paula, “a maioria das crianças nesta situação depende de suporte nutricional através da veia, chamado de nutrição parenteral. O cuidado é complexo e necessita de equipe multidisciplinar pediátrica, com foco em Reabilitação Intestinal, para planejar um tratamento individualizado e ajustado ao caso de cada paciente”.

 “Estamos muito felizes!”, comemora a mãe. “Prestes a completar três anos, o Miguel ganhou um presente de vida, ele vai embora para casa sem cateter, sem nenhuma medicação na veia. Gratidão à Dra. Maria Paula, ela é um anjo nas nossas vidas.”

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