Criança

Menino dorme 20 horas seguidas todo dia e o motivo é muito triste

“É como se ele estivesse hibernando. Isso realmente rouba a infância dele", disse a mãe

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Ele tem uma síndrome rara que faz com que ele durma por até 20 horas durante semanas (Foto: Reprodução)

Mason Howe, de 11 anos, tem uma síndrome rara chamada Kleine-Levin. Também conhecida como síndrome da Bela Adormecida, as crises fazem com que Mason durma seguidamente por períodos de até 20 horas durante semanas.

Os especialistas acreditam que 1 em 1 milhão de pessoas possui essa condição, que é comum ser manifestada na adolescência. Porém, Mason foi diagnosticado aos 8 anos de idade com os principais sintomas da síndrome: sono excessivo, confusão mental e alterações no comportamento.

Marie, mãe de Mason, afirmou ao Daily Mail que o filho teve sua pior crise em dezembro de 2018: ele dormiu 20 horas seguidas por dia, durante 6 semanas e, quando estava de olhos abertos, ele agia como se estivesse em um sonho. O primeiro episódio de crise foi aos 6 anos de idade.

Na foto, Mason era um pouco mais novo e estava se preparando para dormir na escola (Foto: Reprodução)

Em média, o menino tem 10 crises por ano. As causas da doença são desconhecidas e os tratamentos para aliviar os sintomas são pouco eficazes. “É como se ele estivesse hibernando. Isso realmente rouba a infância de Mason. Você nunca sabe como ele vai estar.”, ela disse em entrevista.

“Temos que viver um dia de cada vez. Muitas vezes as crises são desencadeadas por um resfriado, gripe ou tosse. E ele parece pegar resfriados com mais facilidade, particularmente nos meses de inverno”.

Quando Mason tem crises, ele precisa se afastar da escola, porém a mãe disse que ele adora estudar. “Ele é bem esperto e faz questão de explicar para as pessoas que não é preguiçoso, mas tem uma síndrome. Ele se irrita com quem diz coisas como ‘queria eu poder dormir por 3 semanas’. Ele nunca quis ter essa condição”.

Não existem muitas pesquisas sobre a Kleine-Levin, mas alguns estudos apontam que os sintomas costumam desaparecer até os 30 anos de idade, porém podem retornar na velhice.

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