Família

Duvido não cair uma lágrima com o jeito que esse pai se despediu dos seus filhos

Joe foi diagnosticado com uma doença degenerativa do neurônio motor

Rhaisa Trombini

Rhaisa Trombini ,Edileyne e Geraldo

(Foto: Reprodução/ Harry Borden do The Guardian)

(Foto: Reprodução/ Harry Borden do The Guardian)

Joe Hammond é pai de Tom, de 6 anos, e Jimmy, de 1 ano, e vive perto de Petersfield, na Inglaterra. Diferente da maioria dos pais, Joe não poderá acompanhar o crescimento de seus filhos por muitos anos. Ele foi diagnosticado com uma doença degenerativa do neurônio motor e provavelmente terá apenas mais 2 anos de vida.

Por conta disso, ele decidiu escrever cartas para os filhos até eles completarem 18 anos. Ele escolheu os aniversários dos meninos como data para cada um receber as cartas. “Um amigo que perdeu o pai me disse que os aniversários são os dias em que mais sentia falta. Foi ai que tive a ideia de fazer as cartas. É isso que me fez imaginar o que meus filhos podem sentir e precisar.” No total, serão 33 cartas.

(Foto: Reprodução/ The Sun)

(Foto: Reprodução/ The Sun)

Em cada carta ele tenta escrever pequenas lembranças que viveu ao lado dos filhos, desde o desodorante barato que ele usava até o modo como fazia ovos mexidos. “Aprendi que as crianças que perdem os pais procuram detalhes que possam ajudá-las a entender.”

A relação com Tom é mais próxima. Joe estava em tempo integral em casa e ajudava o filho de cinco anos nas tarefas da escola. Em uma manhã ele observou o filho brincando na praia e percebeu que a perda dele não é a mesma dos filhos. Para eles, a doença do pai é apenas uma “coisa para observar”, eles não tem consciência.

(Foto: Reprodução/ Harry Borden do The Guardian)

(Foto: Reprodução/ Harry Borden do The Guardian)

“Existe um processo para o desapego. E isso começa suavemente. Estava lá no momento em que Jimmy chorou e eu sabia que tinha perdido a força para segurá-lo nos braços; e na ocasião Tom entendeu que não seria eu a ensina-lo a nadar.”

A doença de Joe começou com um que ele não conseguia levantar. Agora já dominou as duas pernas e começou a afetar os braços. “Mas vou escrever esses cartões. Vou escrevê-los sabendo, de alguma forma, que estarei lá para os meus garotos. […] Preciso parar de pensar sobre a cor do papel e se eu mesmo deveria escrever as cartas. […] Eu só preciso ser pai deles, escrever, rabiscar e imaginar quem serão esses meninos. E saber que isso é tudo que posso fazer. Que minha parte está acabando, que foi boa e que foi o suficiente.”

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