Criança

Projeto combate sedentarismo infantil e ainda constrói espaços em comunidades carentes

O jogadeira é uma iniciativa de Nescau, da Nestlé, e tem o esporte como principal aliado

Marina Paschoal

Marina Paschoal ,Filha de Selma e Antônio Jorge

O jogadeira conecta professores e recreadores com famílias para muita diversão e esporte (Divulgação)

Dentre os vários benefícios do esporte está, sem dúvidas o poder que a prática tem de estabelecer novos vínculos, ensinar sobre coletividade e, claro, coordenação motora, criatividade e muito mais. Pensando nisso, em 2016, a Nescau, da Nestlé, lançou o projeto Jogadeira, com o objetivo de estimular o esporte e a sociabilidade entre as crianças.

“Acreditamos que o esporte tem fundamental importância para fortalecer a autoconfiança de crianças e adolescentes, além de estimular o convívio social e interação, provocando o espírito de coletividade”, explica Abner Bezerra, filho de José Oscar e Maria Marlene, e gerente de marketing de Nescau.

Até então, o projeto acontecia em dois pontos na cidade de São Paulo, no Parque Ibirapuera e na Avenida Paulista – que aos domingos realiza atividades e brincadeiras que mesclam com o esporte. “A Jogadeira traz em sua metodologia a prática esportiva de uma forma mais divertida e menos competitiva”, ele acrescenta.

Novos ares

Neste ano de 2019, o projeto ganhou mais um objetivo: combater a falta de estrutura nas comunidades carentes. “Com isso, Jogadeira transformou-se em uma plataforma que conecta crianças com professores e recreadores, levando a condomínios, festas e colônias de férias da cidade, um calendário de atividades que auxiliem na diversão e educação das crianças”, Abner explica.

Mais do que fazer as crianças se mexerem e se divertirem, o projeto tem toda a renda arrecadada revertida para a construção de espaços para a prática de esportes e financiamento de aulas com professores em comunidades carentes. “O primeiro projeto a ser apoiado pela Jogadeira é o Gerando Falcões, liderado por Eduardo Lyra”, Abner conta.

Além de ponto marcado na cidade de São Paulo, é possível contratar o projeto para férias e festas (Divulgação)

Na prática

O projeto que antes recebia cerca de 400 crianças por semana em dois pontos específicos da cidade, passou a atender mais de 2 mil crianças por semana. “Ver o projeto tomando mais espaço é como gerar um filho e vê-lo crescer forte! Quando ele deixou de ser uma ação pontual nos finais de semana para se tornar um modelo de negócio social que auxilia as comunidades menos favorecidas, vimos que estamos conseguindo cumprir nosso propósito de melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável“, ele comemora.

Os pais têm duas opções de planos com atividades, além das opções de recreação de festas com ativações e colônias de férias.

A expectativa é aumentar 400% e atender mais de 2 mil crianças em 2020 (Divulgação)

De olho no futuro

Para o próximo ano os planos são de ainda mais expansão. “A expectativa para 2020 é atender cerca de 28.500 crianças, e para os próximos cinco anos, construir dez quadras esportivas nas comunidades que hoje não contam com essa infraestrutura”, pontua Abner.

O projeto tem metodologia e atividades desenvolvidos pelo instituto Esporte & Educação da Ana Moser, que vê no desenvolvimento da criança em aspectos de liderança, alfabetização esportiva, criatividade, respeito e avaliação crítica.

Vale lembrar que todas as atividades promovem a participação ativa de cada criança, autoconhecimento, sociabilidade, trabalho em equipe e empatia. “O Jogadeira é uma forma de correr, brincar, se divertir e fazer novas amizades. E acima de tudo, respeitar os colegas e não fazer bullying“, ele finaliza.

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