Criança

Revoltante! Pai segura menino e manda filho agredir a criança em vídeo

Vizinhos estão revoltados com o acontecimento

Isabelle Marsola

Isabelle Marsola ,Filha de Soraya e Júnior

Cena após primeira agressão (Foto: reprodução)

Cena após primeira agressão (Foto: reprodução)

Alguns meninos estavam jogando futebol na quadra de um condomínio em Brasília e uma das crianças caiu,  e causou grande confusão. O episódio aconteceu no domingo (9).

A situação foi gravada pela câmera de segurança do condomínio, mostra que o menino tropeçou sozinho e bateu a boca no chão. O pai do menino aparece e segura o garoto que estava junto com seu filho e pede para que bata no menino, como se ele fosse o culpado. O menino tem 6 anos e levou um soco no rosto. Em seguida aparece a suposta mãe e joga a outra criança já agredida no chão.

“Na hora, só queria ir embora” diz menino sobre a agressão ao Metrópoles.

“E eu que deixei de ver o noticiário pq me causava sofrimento pela avalanche de notícias ruins, acabo de fazer parte de uma… A minha luta é pela paz, por isso nosso dever é agir diante de qualquer ato de violência! (Fato ocorrido com meu sobrinho de férias na minha casa aqui em Bsb)… lamentável!”, desabafou Jucinea Nascimento, a tia do garoto agredido pelo facebook.

Ela registrou o boletim de ocorrência assim que assistiu as filmagens, o caso será investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). A polícia deve  intimar os pais que agrediram o garoto em breve. Uma conselheira tutelar do Sudoeste esteve na manhã desta quinta (13) na casa da tia do garoto e disse que as duas crianças são vítimas. O caso será encaminhado ao Ministério Público.

Menino no chão após tropeçar (Foto: reprodução)

Menino no chão após tropeçar (Foto: reprodução)

Jucinea contou, nesta quinta (13), que não chegou a ver o momento em que o sobrinho foi agredido. Quando chegou à quadra, presenciou as crianças assustadas, chorando, sem saber o que havia ocorrido.

A mãe do menino agredido, Jucimara Nascimento disse: “O seguraram com as mãos para trás. Meu filho não teve nem o direito de se defender do murro que levou [da outra criança]. No que depender de mim, isso vai para frente na Justiça dos homens. Na de Deus, eu já botei nas mãos Dele”, afirmou, por telefone, ao Metrópoles.

Ela conta que está muito abalada com o episódio e chorou a noite toda, na terça (11), quando soube do ocorrido.

“O que eu estou passando não queria que mãe nenhuma passasse. Ver seu filho ser agredido sem direito de defesa. Gostaria de estar no lugar dele naquela hora”, afirmou ela. Jucimara também ressaltou que está recebendo a solidariedade de muitas pessoas. “Até de quem não conheço”, afirmou.

“Está todo mundo horrorizado. Porque aqui um cuida do filho do outro. Nunca aconteceu esse tipo de problema antes. Não foi culpa de nenhuma das crianças. Mesmo se tivesse sido, nada justifica. Elas são crianças. Poderia ter sido com qualquer um”, diz a administradora Aline Volpini de 36 anos, administradora do condomínio.

Alguns vizinhos se pronunciaram sobre o ocorrido:

“Não tiro mais os olhos da minha neta aqui. Não podemos deixar as crianças sozinhas. As pessoas têm que se manifestar para que algo assim não aconteça outra vez”, relata a aposentada Liana Costa de 64 anos.

Um grupo de mães, comovidos com a situação marcou uma manifestação para o próximo domingo (16/12), a partir das 17h.

“Se puderem, usem camiseta branca e levem um cartaz com palavras de gentileza. A intenção é mostrarmos que, na nossa quadra, o que predomina é o respeito, a paz e a tolerância”, diz texto que circula em grupos de redes sociais de moradores da Octogonal.

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