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“Sustentabilidade não é só uma moda, mas um novo jeito de pensar para as gerações futuras”, diz professor

Marcus Nakagawa entende que a prática vai além de uma tendência, é uma necessidade

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

É preciso começar hoje para mudar o amanhã (Foto: Getty Images)

Sustentabilidade não é só uma moda, mas um novo jeito de pensar”, garante Marcus Nakagawa, professor da ESPM e palestrante de empreendedorismo. Para ele, essa prática consciente vai além de uma tendência mundial, é uma necessidade

 Isso já tem ficado evidente em algumas pesquisas sobre o tema. Uma delas mostrou um crescimento na adesão do consumo consciente pelos brasileiros entre 2012 e 2018, indo de 32% para 38%. 

O especialista considera esse aumento ainda pequeno para as demandas que temos e para a velocidade que estamos consumindo os recursos do planeta, mas entende que a mudança acontece aos poucos e o importante é já ter começado

“Para tudo que é novo existe preconceito”, diz, por isso, é necessário que a população mude sua mentalidade e isso começa nas escolas: “Já consumimos mais de um terço dos ativos ambientais do planeta”, e se continuarmos assim ele não irá aguentar. 

Há várias maneiras de ser sustentável. Uma das grandes saídas têm sido os brechós. De acordo com o Sebrae, quem compra nessas lojas pode ter uma economia de até 80%.

O professor entende que iniciativas como o site Antes de Mim são o futuro do comércio global. Sendo um brechó online exclusivo de produtos infantis em que as mães podem anunciar peças novas e seminovas é uma possibilidade também de gerar uma renda extra.

Ensinar os filhos e filhas que reutilizar é fantástico é algo lindo”, comenta Nakagawa. Ele lembra que as roupas consomem muito da natureza e muita mão de obra e se é possível economizar para as novas gerações, devemos fazer. 

Assim, o especialista é a favor da criação de mais lojas com esse propósito. 66% dos consumidores tem intenção de pagar mais por produtos e serviços de empresas ambiental e socialmente corretas, de acordo com uma pesquisa da Nielsen. 

E o número aumenta para 72% quando leva em conta a geração Milenium. Há procura. Há necessidade. Então é uma boa oportunidade para investir.

“A todo momento tomamos decisões e na sua maioria não pensamos nos impactos que estamos causando no meio ambiente e em outras pessoas”, defende. Para ele, a mudança está nesse ponto: pensar nas necessidades das gerações atuais, sem com isso prejudicar as gerações futuras

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