Engravidar

Novo método pode ajudar mulheres com insuficiência ovariana a engravidar

Vale lembrar que o tratamento não é para reverter a menopausa

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

(Foto: Lisa Robinson-Ward)

81% das pacientes tiveram avanços nas funções ovarianas (Foto: Lisa Robinson-Ward)

A insuficiência ovariana prematura, quando o ovário diminui ou perde a função dele antes do tempo previsto, é um problema que afeta muitas mulheres ao redor do mundo. E não confunda: esta é uma complicação totalmente diferente da menopausa, que geralmente acontece por volta dos 42 anos.

Para reverter esse quadro, pesquisadores iniciaram neste ano, 2018, um estudo em Valência, na Espanha. “Selecionamos 17 mulheres com ovários sem funcionar que estavam em programas de fertilização in vitro (FIV) e transferimos células tronco derivadas da medula óssea para um dos ovários delas. O outro ovário fica de apoio, como um assistente”, explicou Adriana de Góes, médica especialista em reprodução humana assistida e mãe de Sofia.

Depois de 2 semanas de acompanhamento, os resultados são impressionantes: 81,3% de avanços nas funções ovarianas. Além disso, depois do tratamento, 5 das 17 mulheres conseguiram engravidar, 2 por FIV e 3 por concepção natural. “O experimento busca trazer uma alternativa para pacientes que não ovulam e que antes estavam limitadas somente à doação de óvulos como solução para desenvolver a gestação”, diz a médica.

(Foto: iStock)

Vale lembrar que o tratamento não é para reverter a menopausa (Foto: iStock)

Infelizmente esse método vai demorar bastante para entrar em vigor já que “é um projeto que está em fase inicial e geralmente essas pesquisas levam de 4 a 5 anos para serem validadas”, confirma Adriana. Mas a parte boa é que quando estiver em prática, a resposta será ainda melhor: “Serão colocadas células troncos em ambos os ovários, dobrando as chances de ter melhores resultados”.

Vale ressaltar que esse tratamento não é para reverter a menopausa, mas sim para as mulheres com insuficiência. “É uma alternativa para pacientes que ainda têm o folículo ovariano, mas tiveram baixa resposta na fertilização in vitro. A intenção é melhorar a capacidade de ovulação e, quem sabe, dar a capacidade reprodutiva”, finaliza.

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