Engravidar

Paolla Oliveira comenta decisão de congelar óvulos aos 37 anos: “Tratei de me cuidar”

A atriz contou que casar ainda não está nos planos dela

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

Paolla Oliveira está no ar em “A Dona do Pedaço” (Foto: Reprodução / Instagram @paollaoliveirareal)

Paolla Oliveira que está fazendo muito sucesso com a personagem Vivi, em “A Dona do Pedaço” revelou um pouco mais da vida pessoal. Em entrevista para o jornal O Globo, a atriz contou sobre questões pessoais como, casamento e filhos. Em relação a casar, Paolla não se mostrou interessada.

“Não tenho vontade de casar. Talvez essa tenha sido uma questão para o meu pai, mas tive essa conversa com ele. Levo a vida sem a obrigação de ter que estar em algum lugar. E, mais importante, não gosto de ter que me encaixar em rótulos, padrões”, explicou.

Para conseguir explicar melhor o posicionamento, a atriz comparou a pressão a uma roupa apertada. “Essa pressão me incomoda como uma roupa apertada. Ainda consigo sair dessa com o coração tranquilo para tomar as minhas atitudes, mas fico chateada quando amigos ao meu redor cedem e resolvem casar só porque estão há muito tempo com alguém”, contou.

Paolla contou que a personagem está prestes a casar por pressão social, e por isso tem pensamentos bem diferentes. “Acho que é por isso que as pessoas estão tão infelizes. Pressão social existe e cabe a gente não ceder. Todos os dias, acordo e deixo um espaço aberto para o que ainda vai acontecer”, revelou.

Questionada sobre ter filhos, a atriz brincou sobre a situação de estar no momento de engravidar. “Diz que tá na hora (de ter filhos), pode falar (risos). Não sou a dona da minha vida?  E, para não ficar à mercê do tempo, tratei de me cuidar e fiz o congelamento de óvulos. Eu não sei se quero ter filhos, não sei o dia de amanhã”, falou sinceramente.

Apesar da dúvida, Paolla revelou que congelou seus óvulos caso queira ter filho no futuro. “Não é um procedimento muito legal, tomei muito hormônio, a dose máxima. Agora estou bem, feliz e ponto”, declarou.

Entenda o congelamento de óvulos

A especialista em reprodução humana Ana Lucia Beltrame, mãe de Rafael e Guilherme, conta que a técnica de congelamento melhorou muito nas últimas três décadas. “Se na década de 80 somente 10% dos casos davam certo, hoje esse número aumentou para 30% e 40%”, explica.

Quem faz?

A vitrificação é indicada para mulheres que têm idade superior a 35 anos; as que têm histórico de menopausa precoce na família; para as que passarão por quimioterapia ou radioterapia; as que desejam conservar sua fertilidade; e para casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de fertilização in vitro.

Como funciona?

O processo é feito em duas etapas. Primeiro é induzida a ovulação por meio de aplicação de medicação. Essa etapa dura de 9 a 11 dias. Em seguida é feita a coleta do óvulo. “Por meio do ultrassom, eu consigo visualizar os folículos dos ovários. Pela medida do folículo, vejo quando o óvulo está maduro”. Isso indica que o folículo pode ser extraído. A coletagem do folículo é feita por meio de um procedimento realizado em ambiente cirúrgico, com sedação venosa e que dura em torno de 15 minutos”.

Riscos

De acordo com o presidente do Instituto Ideia Fértil e professor responsável pelo setor de genética e reprodução humana da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Caio Parente Barbosa, de 3% a 5% das mulheres que são submetidas à fertilização podem ter síndrome da hiperestimulação ovariana.

“Normalmente em um ciclo menstrual fisiológico o organismo da mulher libera um óvulo. Quando a mulher é submetida ao processo de indução, chega a produzir de 15 a 20 óvulos. Para que os óvulos sejam liberados de dentro dos folículos, os vasos sanguíneos liberam substâncias que rompem as paredes desses folículos. Como a produção de óvulos está acima da média, a quantidade de substâncias também aumenta e podem vazar para dentro do abdômen e do tórax”, alerta.

Os principais sintomas são desconforto abdominal, dificuldade de respirar e aumento da circunferência abdominal. Barbosa diz, no entanto, que existem medicamentos que diminuem e formação de líquido. Por isso é importante o acompanhamento constante de um profissional durante todas as etapas do procedimento.