Parto domiciliar pode ser recomendado em época de coronavírus?

De acordo com o obstetra Dr. Igor Padovesi, esse método não é indicado em nenhuma circunstância. Entenda qual o melhor caminho para gestantes durante a pandemia

Resumo da Notícia

  • De acordo com o Dr. Igor Padovesi o parto domiciliar não é indicado em nenhuma circunstância
  • Isso porque aumenta os riscos de complicações graves para mãe e bebê
  • Mesmo com o coronavírus, o recomendado é realizar o parto em hospitais
O Dr. Igor Padovesi afirma que esse tipo de parto não é indicado em nenhuma situação (Foto: Getty Images)

Em época de coronavírus é extremamente recomendado que as pessoas fiquem em quarentena, mesmo sem apresentar os sintomas. Embora as grávidas não façam parte do grupo de risco da doença, também é importante seguir esses pontos, uma vez que, Dr. Igor Padovesi, médico ginecologista e obstetra, pai de Beatriz e Guilherme, garante que, naturalmente, a gestante tende a ter uma imunidade menor. O especialista, ressalta que, devido a isso, geralmente, essas mulheres estão mais propensas a ter uma complicação maior de doenças infecciosas. 

“Teoricamente, é sempre o grupo de risco para doença infecciosa, mas no caso do coronavírus não. Isso está bem claro, porque no mundo ainda não teve nenhuma complicação grave descrita. Cada informação nova que sai reforça que a infecção não passa para o bebê pela placenta e os bebês que têm nascido de mães infectadas inclusive estão nascendo com anticorpos, porque receberam através da placenta, mas sem estarem contaminados”, afirma.  

 Mesmo assim, dr. Igor garante que os hospitais estão tomando todos os devidos cuidados. “A parte da maternidade, normalmente, é um setor isolado e precisa continuar funcionando. Atualmente, tem se recomendado que todos os profissionais durante todo o tempo no hospital usem máscara”, completa. Por essa razão, confirma: “Os médicos e sociedades médicas não aprovam e nem recomendam o parto domiciliar em nenhuma circunstância, porque o risco de uma complicação é maior”. 

De acordo com o obstetra, esse tipo de parto aumenta em três a quatro vezes o risco do bebê ter complicações graves, como sequelas severas ou morte, “sendo que nenhuma gestante morreu de coronavírus e nenhum recém-nascido teve problema grave com a doença”. Essa opção de dar à luz não é segura em nenhuma situação. “O requisito mínimo é que seja uma gravidez de total baixo risco, mas mesmo assim são vários os relatos de complicações, porque é totalmente imprevisível”, alerta.  

O especialista mostra que a comparação é feita com a influenza, que tem todo ano e muitas grávidas não se vacinam. “Na época da pandemia do H1N1, várias gestantes ao redor do mundo faleceram, enquanto o coronavírus mostra zero até agora”, justifica. Por isso, enfatiza: “O Covid-19 não mudou nada. Nós continuamos não recomendando o parto domiciliar em nenhuma hipótese”. Ele lembra que também não há a necessidade de agendar cesárea, uma vez que as maternidades estão preparadas para esse momento. 

 

Pré-natal x Coronavírus 

Dr. Igor Padovesi também fez um e-book para esclarecer as principais questões frente à pandemia. Lá, ele alerta: “A gestação é uma condição de saúde que não pode ser adiada. Mesmo em tempos de pandemia, é necessário garantir o acompanhamento das gestantes”. Por isso, mesmo com a recomendação de isolamento domiciliar, o pré-natal não pode ser abandonado. 

Siga as recomendações do seu médico e faça o acompanhamento necessário (Foto: iStock)

“Existem exames que são muito importantes e tem um período específico da gestação para serem realizados. Outros, podem ser feitos em uma janela mais ampla, sendo possível agrupá-los para minimizar as idas ao laboratório. O número de consultas de pré-natal também pode eventualmente ser reduzido ou, conforme as recomendações do Conselho Federal de Medicina para enfrentamento da pandemia, parte das consultas pode ser realizada por telemedicina”, conta. 

O mais indicado é entrar em contato com o seu médico ou unidade de saúde onde faz esse acompanhamento. Você também pode se informar sobre as principais recomendações na gestação, parto e amamentação, acesse o e-book completo do Dr. Igor aqui

 

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