Recém-Nascido

Hora de se preocupar! Faltam mais de 3 mil vagas em UTIs para recém-nascidos

Sociedade Brasileira de Pediatria levanta esse alerta baseado no que deveria ser o "número ideal"

Nathália Martins

Nathália Martins ,Filha de Sueli e Josias

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Não é novidade para ninguém que o Brasil sofre de carência na rede pública, mas a situação é pior do que a gente imaginava. Dados mantidos pelo Cadastro Nacional de Estabelecimento de SAÚDE (CNES) indicaram que o Brasil tem a falta de 3.305 vagas nas UTIs quando se trata de bebês prematuros ou que precisam de observação.

Baseado desses dados, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) chegou ao “número ideal”: quatro leitos para cada mil nascidos vivos. Com todos os leitos oferecidos pelo país, a proporção é de 2,9 para os mil nascidos vivos, mas se for considerado apenas as vagas do Sistema Único de Saúde (SUS), cai para 1,5 para os mil. Logo, o número necessário atualmente é quase a metade dos serviços que estão disponíveis no Brasil.

Dos 5.570 municípios brasileiros, em apenas 255 deles estão disponíveis leitos de UTIs públicos ou conveniados ao SUS, ou seja, somente 5%.  “A distribuição dos leitos é muito diferente em cada região hoje. É muito desigual. Norte e nordeste são os que mais sofrem. O correto seria você conhecer a população de cada região”, conta Maria Albertina Santiago Rego, do Departamento de Neonatologia da SBP e mãe de Alexandre e Adriano.

De acordo com o Ministério da Saúde, nascem quase 40 prematuros por hora no Brasil. E tem mais: a quantidade de bebês mortos antes dos 28 dias de idade por mil nascidos vivos é inversamente proporcional ao número de leitos existentes. “Para organizar isso tem que ter uma logística muito boa: ter um transporte adequado e imediato, já que o parto é uma urgência prevista, além de um sistema de apoio e hospitais organizados para receber essas mães e crianças: farmácia, equipamento e informação adequada”, explica Maria.

Pensando em tudo isso, é necessário promover essa organização e priorizar a saúde da mulher da criança. É importante lembrar que em muitos dos casos a mãe não necessitará da internação na UTI, mas o bebê sim.

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