Moleira do bebê: saiba com o que você precisa se preocupar

Alta, baixa ou pulsando? A moleira pode causar um certo receio entre os pais, principalmente os de primeira viagem, mas não é necessário ter medo: ela não é um bicho de sete cabeças!

Resumo da Notícia

  • A moleira do bebê pode causar um certo receio entre os pais, mas não é necessário
  • Apesar de ser uma região sensível do bebê, cuidar dela não é um bicho de sete cabeças
  • Saiba o que significa quando a moleira está alta, baixa e como cuidar dela

A moleira é um espaço entre os ossos do crânio do recém-nascido. Pode receber o nome de fontanela anterior – que é a maior e mais preocupante – e fontanela posterior. Elas permitem que os ossos se mexam para que a cabeça do bebê passe pelo canal do parto, além de deixar que o cérebro tenha espaço durante seu crescimento, até atingir o tamanho definitivo.

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De acordo com o Dr. Clay Brites, pediatra, neuropediatra, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber e pai de Helô, Gustavo e Maurício, alguns bebês parecem nascer sem a moleira. No entanto, muitas vezes não é possível sentir o espaço ao passar a mão na cabeça do bebê, mas ele está lá no raio-X. O espaço entre esses ossos fecha normalmente aos 18 meses de idade.

Apesar de parecer, essa parte não é tão frágil assim. “O cérebro da criança fica muito bem protegido, porque o tecido que compõe a moleira é muito resistente”, assegura Elisabeth Fernandes, pediatra geral com mestrado e doutorado pela USP. Mesmo não sendo tão frágil quanto parece, é preciso ficar atenta às mudanças na moleira do bebê até que elas se fechem. A posterior se fecha no segundo mês de vida e a anterior, se fecha entre os 10 e os 15 meses.

Não precisa ter medo da moleira do bebê! Ela requer cuidados e atenção especial, mas não é um bicho de 7 cabeças
Não precisa ter medo da moleira do bebê! Ela requer cuidados e atenção especial, mas não é um bicho de 7 cabeças (Foto: Divulgação)

Moleira alta, baixa ou pulsando

Uma preocupação muito comum é sobre a moleira alta, no entanto, se você sentir um tato flexível ou almofadado, não tem problema. O que não pode acontecer é ela estar alta e tensa, o que é um sinal de que está aumentando a pressão no cérebro da criança por algum motivo – seja zika, meningite, hidrocefalia, ou outras doenças.

Já as moleiras fundas não significam nada se a criança estiver ativa, porém, se ela estiver quieta pode significar que o bebê está com pouco fluído no corpo, ou seja, desidratado. A moleira pulsando é outra coisa que pode causar preocupações, mas é completamente normal. “A cabeça do bebê é muito fina, por isso a pulsação do coração pode aparecer lá”, explicou Clay.

Tamanho normal da moleira

Nos dois primeiros anos de vida, toda criança precisa fazer avaliações regulares do perímetro cefálico, que é a circunferência da cabeça da criança. “A medição é feita com a fita passando 1 cm acima da linha dos dois olhos e pela borda superior da orelha – tem que ser exatamente nesse lugar, senão pode dar errado”, explicou o Dr. Clay.

A velocidade de crescimento desse perímetro cefálico varia de acordo com a idade da criança. Em crianças de 0 e 3 meses é normal o crescimento de 2 cm por mês, entre 4 e 6 meses deve crescer 1 cm por mês, e de 6 meses a 1 ano aumenta 0,5 cm por mês. É essa evolução, que também pode ser analisada numa curva usada na pediatria, que mede se o crescimento está normal ou não. O mais importante é a variação de velocidade de crescimento desse perímetro. Ela determina se a cabeça está crescendo rápido demais ou não está crescendo na velocidade esperada, gerando uma desproporção em relação ao corpo.

A moleira é um espaço entre os ossos do crânio do recém-nascido que permite que os ossos se mexam para que a cabeça do bebê passe pelo canal do parto, além de deixar que o cérebro tenha espaço durante seu crescimento
A moleira é um espaço entre os ossos do crânio do recém-nascido que permite que os ossos se mexam para que a cabeça do bebê passe pelo canal do parto, além de deixar que o cérebro tenha espaço durante seu crescimento (Foto: Getty images)

Cuidados

É preciso ter alguns cuidados com a moleira do seu filho. O principal é ficar atento aos lugares pontiagudos. Também é preciso ter precaução com os irmãos, que muitas vezes querem segurar o bebê. “Se a batida em cima da moleira for leve e por objetos não pontiagudos, geralmente não tem problema. Os com ponta que são o problema. Outra coisa é que é necessário lavar bem a cabeça da criança para não ter infecções de pele”, explicou o médico.

Para que a cabeça do recém-nascido fique mais simétrica, é essencial variar a posição de deitar a criança. Se ela dormir sempre do mesmo lado, pode acontecer assimetria. “A Sociedade Brasileira de Pediatria indica que as crianças durmam de barriga pra cima, por ser mais seguro. Isso certifica que a criança fique com a cabeça mais simétrica, a não ser que ele tenha cranioestenose – que são ossos colados. Quando essa doença acontece de um lado, a cabeça cresce de forma torta”, disse Dr. Clay.

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