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Alerta! Avança na Câmara projeto que quer impedir a venda de alimentos orgânicos em supermercados

Poucos dias depois do debate da liberação do uso de agrotóxicos, surge mais uma discussão séria!

Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

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Estamos sempre em busca da melhor alimentação para a nossa família. Consultamos médicos, montamos planos alimentares, tentamos fugir dos industrializados, lemos os rótulos dos produtos… Tudo para garantir o consumo dos nutrientes necessários e manter o organismo em dia. Ainda assim, existe algo que não está presente nos rótulos, que não enxergamos e pode fazer muito mal à saúde: os agrotóxicos.

Ingerir esse tipo de produto é muito ruim para o corpo e pode causar diversos danos a longo prazo. Por isso é tão importante o consumo de orgânicos. De acordo com a legislação brasileira, considera-se orgânico aquele alimento que, seja in natura ou processado, produzido sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos ou, então, proveniente de extrativismo sustentável, o que não causa prejuízos ao ecossistema.

O cenário do Brasil nos últimos dias, no entanto, nos mostra que estamos cada vez mais longe de poder consumir alimentos sem essas substâncias, dá para acreditar? E isso, porque uma nova regra foi aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados e vai criar barreiras à comercialização de alimentos orgânicos no Brasil. De acordo com o Projeto de Lei 4576/16, supermercados, mercearias, varejões e sacolões não poderão mais vender produtos orgânicos diretamente ao consumidor.

Caso esse PL seja mais uma vez aprovado, desta vez no plenário da Câmara, apenas pequenos produtores da agricultura familiar e vinculados à organizações de controle social cadastradas nos órgãos fiscalizadores do governo poderão comercializar os orgânicos. Já os agricultores familiares poderão vender a produção própria, de outros produtores certificados ou de produtos com a certificação prevista na Lei da Agricultura Orgânica (Lei 10.831/03), porém, a venda só poderá acontecer em feiras livres, sejam provisórias ou permanentes, ou em propriedade particular.