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Saúde

Bebê de 1 ano morre de gripe H1N1 e é a primeira vítima infantil deste ano

O caso aconteceu em Taubaté

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

(Foto: Getty Images)

Na terça-feira (16), acordo com a Vigilância Epidemiológica, um bebê de 1 ano foi a primeira vítima infantil da gripe H1N1 no ano de 2019. O caso aconteceu em Taubaté e chocou os moradores da cidade. De acordo com o G1, a menina morava no bairro Chácara Silvestre e ficou três dias internada no hospital, mas infelizmente não resistiu. A garota faleceu no final de março, mas só agora que a UTI do Hospital Universitário recebeu o resultado dos exames que indicaram positivo para o diagnóstico.

Vale lembrar que a campanha de vacinação contra a gripe, do Ministério da Saúde, já começou. Até hoje (18), serão priorizadas crianças e gestantes, que formam o grupo mais vulnerável às complicações causadas pela influenza. A novidade é que neste ano a faixa-etária do público infantil foi ampliada, de até 5 anos para até menores de 6 anos, incluindo 2,8 milhões de crianças na campanha. Além disso, grávidas e crianças poderão atualizar as demais vacinas previstas na caderneta de vacinação.

Tem que vacinar!

Em 2018, as gestantes e as crianças foram os únicos grupos que ficaram abaixo da meta de cobertura vacinal, com 80,8% e 77,8%, respectivamente. Por isso, é preciso, mais do que nunca, vacinar seu filho contra a gripe. “Historicamente, a gripe foi a doença mais avassaladora de todas. Antes da vacinação, morriam populações inteiras pela doença. O benefício é muito grande e a vacina da influenza é extremamente segura. As reações são muito raras e nem se comparam com os efeitos da doença em uma criança não imunizada”, explica o Dr. Claudio Len, pediatra e médico do departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, nosso colunista e pai de Fernando, Beatriz e Silvia.

vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a Influenza, uma vez que a circulação do vírus é imprevisível. No entanto, nem todas as vacinas tem ampla proteção contra os dois tipos de vírus B, o maior responsável pelas gripes. Esse só pode ser mais largamente prevenido pela vacina quadrivalente, que alcança as duas cepas do vírus. A influenza B representa cerca de 25% dos vírus da gripe que circulam e causam epidemias, aproximadamente, a cada 2 a 4 anos, segundo estudos.

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