Saúde

Estudo defende que mulheres que engolem sêmen do parceiro têm menos chance de sofrer aborto

A pesquisa defende que o ato de engolir o esperma fortalece a tolerância da mulher ao DNA do homem

Emily Santos

Emily Santos ,filha de Maria Teresa e Francisco

Engolir esperma pode ser benéfico para a gravidez (Foto: iStock)

Um estudo feito pelo Centro Médico da Universidade de Leiden publicado no Journal of Reproductive Immunology mostrou que as grávidas que engolem sêmen do parceiro têm menos chances de sofrerem aborto.

A pesquisa analisou o histórico de gravidez e hábitos de sexo oral em 234 mulheres e notaram que aquelas que faziam sexo oral no parceiro durante a gestação tinham menos chances de ter aborto do que as que não tinham este hábito.

Os pesquisadores argumentaram que isso acontece porque o estômago absorve melhor o sêmen e fortalece a tolerância da mulher ao corpo do homem. Ao mesmo tempo, o contato direto com o esperma faz com que o corpo da mulher fique menos propenso a rejeitar o bebê.

Os estudiosos reconhecem que a pesquisa foi feita em baixa escala e não tem força suficiente para evidenciar que o esperma é fundamental para diminuir a taxa de abortos. No entanto, eles defendem que os resultados são fortes o suficiente para sugerir uma ligação entre as duas coisas.

“Exposição oral ao líquido seminal parece influenciar no resultado da gravidez de modo positivo”, os pesquisadores escreveram no estudo.

A pesquisa teve como base analisar a reação do corpo da mulher grávida em relação ao corpo masculino durante a gestação, uma vez que a grande parte de estudos sobre abortos focavam na biologia feminina. No entanto, os estudiosos reforçam que outras pesquisas devem ser feitas para provar ou especificar o assunto.

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