Saúde

Hiperidrose: conheça a doença do suor excessivo que pode provocar vergonha e ansiedade

Seu filho sua muito? Entenda o que é esse problema que incomoda 5% das crianças

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Getty Images)

A hiperhidrose atinge aproximadamente 5% das crianças (Foto: Getty Images)

Mesmo que o dia não seja de temperaturas altas, algumas crianças podem sentir muito calor e ficar com a pele oleosa. Parece estranho, né? O nome disso é hiperhidrose, uma doença caracterizada pelo suor excessivo que atinge aproximadamente 5% das crianças.

Trata-se de uma condição em que as glândulas sudoríparas trabalham mais do que o necessário e provocam suor excessivo. Dessa forma, as crianças podem transpirar muito, até mesmo em repouso. Existem diferentes causas para o surgimento da doença, como estresse, alergias e genética.

O suor é uma substância composta por água e pequenas quantidades de sais minerais, produzido pelas glândulas sudoríparas que ficam nas camadas internas da pele. Sua função é ajudar a regular a temperatura corporal. É normal suar quando se está calor, durante a prática de atividades físicas ou em situações específicas, como momentos de nervosismo, raiva ou medo. Mas a sudorese excessiva acontece mesmo sem a presença de qualquer desses fatores.

Comum nas mãos, axilas e pés, a hiperidrose normalmente começa a incomodar a partir da pré-adolescência e segue até vida adulta. Além disso, o estresse típico dessa fase entre as crianças pode contribuir para o aumento do suor — em um período onde aparecem grandes responsabilidades, controlar a ansiedade é importante para diminuir a atividade das glândulas. “Por ser uma condição genética, a hiperidrose acomete as crianças logo nos primeiros anos de vida, mas piora na adolescência”, explica Dra. Ana Célia Xavier, dermatologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, mãe de Rafael e Laura.

Sintomas

Apesar de não ser grave, a doença pode trazer complicações para a auto-estima do seu filho e atrapalhar a vida social. Isso porque, além do suor evidente, as roupas também podem ficar amareladas. “A transpiração só se torna um problema quando é excessiva. Quando a criança vai escrever e precisa segurar um lencinho ou não pode andar de chinelo porque escorrega, por exemplo”, diz a especialista.

Caso seu filho já tenha passado por alguma dessas situações, é muito importante dar valor ao impacto psicológico e social da hiperhidrose na vida de um paciente. Segundo especialistas, há casos de cri