Família

Mãe com falso diagnóstico de câncer congela os óvulos e relata efeitos emocionais

A história aconteceu em Tiverton, no condado de Devon, no Reino Unido

Giovanna de Boer

Giovanna de Boer ,filha de Karen e Christiano

(Foto: Reprodução/ Daily Mail)

Uma mãe foi diagnosticada com câncer e os médicos disseram que ela tinha 50% de chance de viver. Uma forma rara de leucemia estaria deixando a mãe com dores nas mãos, febres e perda de peso. Ela passou por tratamentos intensivos, e mais tarde descobriram que o diagnóstico estava errado.

Leanne Cockayne, de 40 anos, desenvolveu problemas de saúde depois que o primeiro filho nasceu, o que a levou a ser informada que tinha leucemia. Então, passou por períodos de isolamento, terapias intensivas e quimioterapia. Nove meses após a suspeita de câncer, Leanne foi informada que os médicos haviam errado no diagnóstico e que ela tinha uma doença de pele chamada Síndrome de Sweet.

Leanne,disse ao The Mirror: ‘Eu tinha artrite e lesões dolorosas cada vez mais incapacitantes em minhas mãos, febre baixa de longo prazo e perda de peso significativa”. A mãe contou que foi encaminhada para um dermatologista e que passou por diversos exames. “Fui chamada quatro dias depois e me disseram que eles achavam que era uma doença de sangue e fui encaminhada para a hematologia, que me telefonou 30 minutos depois, pedindo que eu fizesse uma biópsia da medula óssea.”

Alguns dias depois, Leanne foi informada de que tinha uma forma rara de leucemia na pele e necessitava de tratamento imediato. Ela lembrou: “Disseram que começa na pele e depois vai para a medula óssea”. Geralmente, essa doença atinge a medula óssea dentro de seis a sete meses após o surgimento e, se isso acontecer, é terminal.

“Foi devastador, especialmente porque minha filha, que tinha dois anos na época, provavelmente não se lembraria de mim se eu morresse.” O tratamento de Leanne começou um pouco mais tarde do que o esperado porque a mãe fez questão de preservar a fertilidade para que no futuro tivesse a possibilidade de ter mais filhos.

(Foto: Reprodução/ Daily Mail)

Ela contou que o departamento de fertilidade do hospital se recusou a trata-la porque achavam que a doença dela era muito ruim, então o casal teve que partir para uma clínica paricular onde congelaram três embriões. “Gastamos todas as nossas economias”. No dia seguinte da coleta dos óvulos, o tratamento teve inicio.

Leanne não estava reagindo ao tratamento e os médicos começaram a desconfiar de que algo poderia estar errado.“Demorou dois meses no total para eles me dizerem o que eu tinha”.  A síndrome de Sweet é uma condição de pele rara, em que os principais sinais incluem febre e lesões dolorosas na pele que aparecem principalmente nos braços, pescoço, cabeça e tronco.“Passei os últimos nove meses pensando que ia morrer e me preparando, meu marido e minha filha para isso e, de repente, tudo acabou”.

A mãe contou que demorou em torno de um ano entre tratamento e descobrimento de outra doença. Três ano se passaram e Leanne voltou ao trabalho, e teve a segunda filha em dezembro de 2017 depois de usar os embriões que havia congelado

Um porta voz do hospital disse que estão em contato com a família e garantem que ela segue recebendo todo o apoio possível.

(Foto: Reprodução/ Daily Mail)

Leia também:

Vitor Kley leva criança que luta contra o câncer ao palco para cantar e vídeo emociona seguidores

Enfermeira canta e toca ukulele para crianças com câncer em hospital

Menina supera câncer e doa brinquedos de aniversário para crianças doentes