Saúde

Menina de 4 anos que estava com as vacinas em dia é diagnosticada com sarampo em Santos

A criança precisou ficar em isolamento social

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Getty Images)

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou nesta terça (26) o primeiro caso de sarampo no Brasil sem relação com navio MSC Seaview, onde houve um surto da doença. Uma menina de 4 anos, moradora do bairro Macuco, em Santos, teve o diagnóstico da doença confirmado no início da tarde desta segunda-feira (25).

A criança havia tomado a vacina contra o sarampo e não tinha viajado para nenhum lugar. Ela começou a manifestar os sintomas clássicos da doenças, como febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas, desde o dia 26 de fevereiro. A menina não precisou ser internada, mas e ficou em isolamento social, sem ir à escola no período da transmissão. Hoje, a criança passa bem.

“Faremos a investigação epidemiológica, veremos onde que a circulação pode ter ocorrido, mas, independente disso, a casa dela, ao redor do quarteirão e a escola onde ela estuda receberá o bloqueio vacinal”, explica Ana Paula Valeiras,  chefe do Departamento de Vigilância em Saúde (Devig) da cidade, em entrevista ao jornal JT1.

“A vacina, como qualquer outra, não é 100% eficaz. A contra o sarampo tem 95% de eficácia, então, em algum momento, pode ocorrer a doença. Isso geralmente é associada a alguma queda da imunidade da própria pessoa”, disse Ana Paula.

Como a menina já havia recebido a imunização, o sarampo se manifestou de forma mais leve, sem sintomas agressivos. “As complicações e os riscos são diminuídas. Essa criança tinha tomado doses da vacina, mas a doença apareceu com sinais pequenos, baixos, e não desenvolveu nenhuma complicação”.

Nesta semana, a cidade de Santos promove a última de campanha de imunização contra a doença, que iniciou após o Ministério da Saúde confirmar surto após 13 casos de sarampo dentro do cruzeiro. A campanha contra o sarampo foi ampliada na cidade. Além do público-alvo de 15 a 29 anos, as pessoas de outras faixas etárias podem reforçar a vacinação, independentemente do número de doses já tomado.

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