Saúde

Mulher descobre que ficou com DIU no corpo durante 11 anos e a história é de cair o queixo

O caso aconteceu nos Estados Unidos, em Ohio

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Melinda postou raio-X onde o DIU foi achado 11 anos depois (Foto reprodução/Facebook)

Depois  de decidir que não teria mais filhos e de ter passado por uma experiência não bem sucedida com pílulas anticoncepcionais, Melinda Nichols, que mora em Ohio (EUA), optou por colocar o dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU. Melinda fez o procedimento em 2007 e seguiu sua vida normalmente. Quando voltou ao médico algumas semanas depois, um raio-X revelou uma imagem sem o DIU.

O médico que inseriu o DIU disse que ele poderia ter caído, Melinda achou estranho, mas mesmo assim optou então, frustrada, por fazer uma laqueadura. Tudo isso aconteceu quando ela tinha 28 anos.

Após 11 anos, em novembro de 2018, a americana não poderia imaginar a reviravolta que essa história teria. Melinda começou a sentir dores e pensou se tratar de uma distensão em algum músculo das costas enquanto trabalhava. Para ter certeza resolveu ir ao médico.

“Você precisa procurar seu ginecologista, o DIU está em um lugar estranho” foi a frase que ouviu do médico quando o novo raio-X ficou pronto. A radiografia mostrava que o DIU aparentemente perfurou o colo do útero e migrou para a cavidade abdominal, nesse momento Melinda estava completamente confusa. E dá para entender, imagina você descobrir uma década depois que seu DIU, que você imaginava ter caído, está flutuando no seu abdômen?

“Isso esteve em mim durante 11 anos. Os médicos me disseram que tinha caído”, ela escreveu no Facebook (Foto: reprodução / Facebook / Melinda Nichols)

Dr. Stephen Chasen, um especialista em medicina fetal do Hospital Presbiteriano de Nova York, disse em entrevista ao The NY Post que a “migração” ou “perfuração” do aparelho pode acontecer durante a aplicação graças a falta de habilidade e/ou cuidado de quem faz o procedimento ou até mesmo, o DIU pode “corroer” o útero e acabar flutuando em algum lugar do abdômen. Isso acontece com cerca de uma em cada 1.000 pacientes com o aparelho. Um caso raro, ufa!

O médico ainda disse que os riscos de DIU´s “flutuantes” não são graves. O que provavelmente pode acontecer é uma gravidez indesejada ou alguma dor como no caso da Melinda, que teve o DIU retirado por laparoscopia em dezembro do ano passado.

Por mais que nunca tenha descoberto porque o médico não viu o DIU na primeira radiografia, ela diz, também ao The NY Post, que se não tivesse sentido a dor nas costas, não teria descoberto. Mas que espera que mais mulheres possam saber sobre a sua história e pressionar os médicos para garantir uma boa aplicação do dispositivo.

A publicação de Melinda no Facebook para mostrar o que havia acontecido rendeu mais de 27 mil curtidas e 51 mil compartilhamentos. Abaixo está uma foto da americana com o atual parceiro e a neta que ela costuma chamar de princesa.

Melinda com o parceiro e a neta (Foto: reprodução / Facebook / Melinda Nichols)

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