Saúde

Pediatra tira três dúvidas comuns sobre o vírus da dengue

Dr. Claudio Len, pai de Fernando, Beatriz e Silvia, pediatra, formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo é nosso braço direito quando surge alguma dúvida sobre a saúde do seu filho

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Saiba como proteger seu filho! (Foto: Getty Images)

Médico do departamento Materno-Infantil do Hospital Albert Einstein, dr. Claudio Len é nosso braço direito quando surge alguma dúvida sobre a saúde do seu filho. Esse mês, ele veio tirar todas as nossas dúvidas sobre dengue.

Os brasileiros já estão habituados a epidemias das mais diversas doenças virais, que assolam milhares de pessoas todos os anos. Esta dura realidade está relacionada a problemas sociais, que se agravam com a piora das condições econômicas da população.

As viroses “mais populares” são febre amarela, a zika, a chicungunha e a dengue. Esta última é transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti, que se multiplica em locais com água parada dentro e fora dos domicílios.

São descritos quatro tipos de vírus da dengue (1, 2, 3 e 4), que podem causar doença de intensidade variável – de leve até fatal. O tratamento da dengue é sintomático e não há medicamentos de ação específica contra o vírus. Com isto, a prevenção tem grande importância, seja a nível individual ou populacional.

Portanto, os pais devem ficar atentos aos sinais da doença, especialmente nos casos de viagens para áreas de alta incidência de dengue, seguidas de sintomas como febre alta, prostração, sonolência, vômitos e diarreia. Os sintomas podem estar presentes em outras viroses, daí a importância de uma avaliação médica cuidadosa.

Quais os riscos para um possível segundo ou terceiro episódio de dengue, já que muitas pessoas nem sabem que tiveram a doença pela primeira vez? – Leandro Nigre, pai de João Guilherme e João Rafael.
Existem quatro tipos de vírus da dengue. Depois de uma infecção por um tipo específico, a pessoa fica protegida apenas contra aquela espécie, podendo ainda contrair a doença se entrar em contato com algum dos outros 3 sorotipos. Para ter certeza se já teve ou não, existe a possibilidade de colher exame de sangue para identificar se já houve contato prévio com o vírus, através da detecção dos anticorpos IgG.

Qual a eficácia da vacina e a quem é indicada? Li que a Anvisa mudou a indicação e apenas pessoas que já tiveram dengue estão aptas a tomá-la. – Karen Martins, mãe de Gustavo e Rafaela.
A eficácia na prevenção é de 65,5%, de dengue grave e hemorrágica é de 93% e de internação, é superior a 80%. A vacina é liberada dos 9 aos 45 anos para quem teve contato prévio comprovado com a doença. Por ser composta por vírus vivo, é contraindicada para imunossuprimidos, gestantes e mulheres que amamentam. Ela pode causar reações como dor de cabeça, dor no corpo, febre e dor no local da injeção, mas de leve intensidade.

A dengue pode ser identificada apenas pelo número baixo de plaquetas ou existem outros sintomas? – Samantha Valdivia, mãe de Caio e Julia.
Muitos vírus e outras doenças podem levar à diminuição do número de plaquetas no sangue. Portanto, a contagem baixa de plaquetas no sangue não é suficiente para levantar a possibilidade de dengue. A partir da suspeita clínica da doença, que envolve diversos outros sintomas, o médico deverá solicitar exames que ajudarão na confirmação do diagnóstico. No hemograma a queda das células de defesa (leucócitos) e plaquetas são achados bem comuns nos casos de dengue.

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