Saúde

Pesquisa mostra que 40% dos pais não confiam nas vacinas e a gente te prova o contrário

O estudo foi feito pela Faculdade São Leopoldo Mandic em parceria com a London School of Hygiene and Tropical Medicine

Isabella Zacharias

Isabella Zacharias ,Filha de Aldenisa e Carlos

Pais não estão vacinando seus filhos por conta de fake news sobre a vacina (Foto: iStock)

Apesar de muitos médicos e campanhas de saúde alertarem sobre a importância da vacinação, muitas pessoas ainda não confiam muito nessa forma de imunização. Por causa disso, muitas doenças que já estavam erradicadas, como o sarampo, têm voltado a aparecer e estão trazendo muita preocupação à todos.

Um estudo, feito pela Faculdade São Leopoldo Mandic em parceria com a London School of Hygiene and Tropical Medicine, permitiu que a confiança nas vacinas no Brasil fosse analisada.

Cerca de mil pessoas com filhos responderam um questionário sobre a opinião em relação às vacinas e vacinação. Os resultados foram registrados nos Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz, e mostraram que 23% dos pais que têm filhos com menos de 5 anos de idade estavam desconfiados em relação à vacinação dos filhos.

A pesquisa também mostrou que nas famílias com rendas mais baixas existe um risco maior de hesitação em vacinar. Mas, mesmo os pais que apresentam rendas mais altas, essa hesitação está presente e também existe uma recusa maior em vacinar os filhos. Os pesquisadores ficaram surpresos porque imaginaram que pessoas que têm mais acesso à informação sobre a importância das vacinas fossem totalmente a favor.

Quanto aos motivos de hesitação, 41,4% dos pais não acreditam que as vacinas são seguras e 25,5% não acredita que elas sejam eficazes. Alguns entrevistados chegaram a dizer que as vacinas são desnecessárias.

Vacinação sempre! 

Ultimamente, muitas pessoas não estão se informando sobre a vacinação, propagando muitas notícias falsas e, consequentemente, deixando a prevenção de lado.

É muito importante que os pais entendam a importância da imunização da família, quanto mais pessoas estiverem protegidas, a doença poderá ser erradicada mais rápido.

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