Saúde

Refluxo: conheça as causas e como pode ser evitado

Veja as orientações do nosso pediatra Dr. Claudio Len, pai do Fernando, da Beatriz e da Silvia

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

O refluxo costuma acontecer em bebês de até 4 meses. (Foto: Shutterstock)

O Dr. Claudio Len, pediatra formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, nos explicou como acontece o refluxo nos bebês e como diagnosticá-los.

Quando seu bebê se alimenta, a comida vai da boca para o estômago por meio de um tubo muscular chamado esôfago. O refluxo gastresofagiano é caracterizado é pela volta dos alimentos do estômago para a boca, através do esôfago.

O refluxo é mais comum em bebês, mas pode acontecer em qualquer fase da vida. Ocorre com frequência nos bebês porque a válvula que impede esse refluxo, chamada cárdia, costuma amadurecer a partir dos 6 meses. O refluxo pode ser considerado “oculto”, fisiológico ou patológico. O “oculto” acontece quando o alimento não volta para a boca ou nariz; o fisiológico, quando não tem sintomas e o patológico é associado a baixo ganho de peso, engasgos e/ou esofagite, causando forte dor em crianças.

É preciso ter atenção com o refluxo de bebês com até 4 meses que choram várias vezes ao dia e parecem estar com dor. Além da esofagite, o choro pode ter outras causas, portanto, os pais devem procurar o pediatra nesses casos. Análises e exames clínicos podem detectar o motivo da dor, não são necessários exames complexos e desconfortáveis para o bebê.

O tratamento do refluxo é bem simples: medicamentos antiácidos (obviamente, com acompanhamento médico), posição correta para amamentação, colchões antirrefluxo e inclinação do berço. Passando os primeiros 6 meses, o refluxo diminui.

(Foto: iStock)

Uma posição adequada para amamentação ajuda a evitar o refluxo. (Foto: iStock)

Confira algumas perguntas feitas para o Dr. Claudio:

Depois de testar várias fórmulas, comecei a dar uma opção feita de soja para o meu bebê de 5 meses e percebi uma grande melhora no refluxo. O tipo de leite pode influenciar? (Bruna Vieira, mãe de Raul.)
Em alguns casos pode estar associado à alergia à proteína do leite de vaca. Nessas situações a troca para uma fórmula hipoalergênica ajuda no controle dos sintomas, especialmente nos primeiros meses de vida. Atualmente dispomos de várias opções no mercado, inclusive à base de soja. No entanto, no seu caso, é difícil saber se a mudança foi a real responsável pela melhora clínica, uma vez que o refluxo costuma melhorar espontaneamente a partir do 6º mês de vida.

Pode ser sinal de que a criança é alérgica ou intolerante a algum tipo de alimento? (Leda Alves, mãe de Ludmila e Joaquim.)
Na maioria das vezes o refluxo é fisiológico e melhora ao longo dos primeiros 6 meses. Em alguns casos pode ser mais prolongado e ir até os 12 meses ou até mesmo mais. Aliás, muitos adultos têm refluxo. Uma pequena parte dos casos pode ser sinal de alergia (e não intolerância) a algum alimento, especialmente o leite de vaca. Nestes casos o refluxo costuma ser bem intenso e acompanhado de dor várias vezes ao dia, de intensidade variável, e por outras manifestações, como, por exemplo, fezes com sangue ou muco e dermatite atópica, entre outras.

Devo evitar algum alimento para que o bebê não tenha refluxos durante a amamentação? Como colocá-lo para dormir de maneira que não corra o risco de sufocamento? (Naide Tavares, mãe de Davi e Cecília.)
Não há relação entre a alimentação da mãe e a presença de refluxo. Vejo mulheres com dietas bem restritas e sem base científica. É muito importante que elas se alimentem bem no período da amamentação, garantindo uma produção regular de leite. Quanto à posição para dormir, recomenda-se que os bebês durmam com a barriga para cima. Além disso, os pais devem evitar colocar protetores de berço para que o risco de sufocamento seja minimizado.

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