Criança

Sarampo: Secretaria de Saúde confirma mais 4 mortes pela doença em São Paulo

Dentro das mortes, 3 não tinham histórico de vacinação

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

(Foto: reprodução / Getty Images)

Atenção! Mais 4 mortes por sarampo no estado de São Paulo. A Secretaria Estadual da Saúde confirmou os quatro casos: Uma bebê de 11 meses da capital paulista, uma mulher de Itanhaém, de 46 anos, outra de Francisco Morato, de 59 anos, e um homem, de Osasco, com 2 anos.

Das quatro mortes, três não tinham histórico de vacinação. Até agora, no estado de São Paulo, são nove mortes.

Sarampo: todos os bebês de 6 meses a 1 ano agora devem tomar a vacina contra a doença

O Ministério da Saúde anunciou que, a partir de hoje, dia 22 de agosto, os bebês de 6 meses a 1 ano de todo o Brasil devem ser imunizados contra o sarampo. A recomendação vale até para as cidades em que a doença não foi identificada ou onde não há surto ativo.

Essa medida preventiva, que já valia para a população da cidade de São Paulo desde 25 de julho, deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses. Para isso, o Ministério da Saúde vai enviar 1,6 milhão de doses a mais para os estados. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos.

Nesta terça-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou novo boletim com os casos de sarampo. O Brasil registrou, nos últimos 90 dias, entre 19 de maio a 10 de agosto de 2019, 1.680 casos confirmados de sarampo, em 11 estados: São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1).

“O Ministério da Saúde está fazendo uma medida preventiva. Nós estamos preocupados com essa faixa etária porque em surtos anteriores foram as crianças menores de um ano que evoluíram para casos mais graves e óbitos. Por isso, é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas”, esclareceu o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, em comunicado à imprensa.

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