Criança

Sem neura com limpeza! Manter seu filho livre de germes pode aumentar o risco de ele ter leucemia

Estudo mostra que crianças que cresceram em casas impecavelmente limpas estão mais propensas a desenvolver a doença

Redação Pais&Filhos

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Foto: Istock

Uma infância livre de germes, seguida de infecções tardias, pode aumentar as chances de uma criança desenvolver leucemia linfoblástica aguda, segundo sugere estudo publicado na revista Nature Reviews Cancer.

A pesquisa, coordenada pelo professor Mel Greaves, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, ainda não é conclusiva. Mas, acredita que crianças que cresceram em casas mais limpas e interagiram menos com outras crianças, durante o primeiro ano de vida, estariam mais propensas ao surgimento da leucemia infantil.

“Esta pesquisa é o resultado de décadas de trabalho e, finalmente, fornece uma explicação crível sobre como o principal tipo de leucemia infantil se desenvolve. A pesquisa sugere fortemente que este câncer tem uma clara causa biológica e é desencadeado por uma variedade de infecções em crianças predispostas cujos sistemas imunológicos não foram adequadamente preparados”, disse o professor Greaves, em comunicado, conforme publicado pela rede norte-americana CNN.

Leucemia linfoblástica aguda

A leucemia linfoblástica aguda é uma forma de câncer sanguíneo, mais comum em crianças de até 4 anos, embora adultos e crianças mais velhas também possam ser acometidos pela doença. Este tipo de câncer costuma se desenvolver rápido, durante dias ou semanas, acumulando-se no sangue e se espalhando para outras partes do corpo, como os gânglios linfáticos, fígado e sistema nervoso.

Em 2016, estimava-se que cerca de 53 mil pessoas, em todo o mundo, estivessem com a doença, que tem como principal forma de tratamento a quimioterapia.

Higiene e segurança

Embora a pesquisa do professor Greaves dê um passo importante para identificar as causas da leucemia infantil, pesquisadores enfatizam que os pais não devem ficar alarmados, visto que a genética e o acaso ainda são os fatores mais significativos para o desenvolvimento da doença. “Queremos assegurar aos pais de uma criança que tem ou teve leucemia, que não há nada que sabemos que poderia ter sido feito para prevenir a doença”, lembra Charles Swanton, principal clínico do Cancer Ressearch UK.

Outros estudiosos chamam atenção também para o potencial risco de expor crianças a infecções, enfatizando que higiene e segurança ainda são cruciais para manter a saúde dos pequenos. “É importante lembrar que as próprias infecções podem representar um risco significativo para os bebês, que ainda estão com o sistema imunológico em desenvolvimento”, ressalta Sheena Cruickshank, da Sociedade Britânica de Imunologia.

 

Por Gladys Magalhães 

 

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