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Saúde

Sociedade de Pediatria cria campanha para o Abril Azul e relembra importância da vacinação

"Eu cuido, eu confio, eu vacino”

Izabel Gimenez

Izabel Gimenez ,filha de Laura e Décio

Fake News sobre vacinas tem se espalhado em grupos do Facebook (Foto: Reprodução / Getty Images)

A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), em apoio ao abril Azul, está promovendo uma campanha incrível em pró da vacinação“Abril Azul – Confiança nas Vacinas: Eu cuido, eu confio, eu vacino”. A iniciativa veio  dos departamentos científicos de imunização de infeclogia da sociedade de pediatria. A campanha tem como objetivo principal levar a informações sobre a importância da vacinação para discutir e mostrar os riscos da recusa vacinal.

O avanço da medicina na produção de vacinas contra vírus e bactérias nas duas últimas décadas foi surpreendente, tanto para desenvolver novos produtos quanto na melhora da qualidade das vacinas que a gente já tem. A vida dos bebês, pais e pediatras ficou muito mais fácil, e o número de internações e mortes por doenças infecciosas caiu. Os benefícios da vacinação universal superam de longe os riscos, que incluem reações leves, como febre ou dor local e (mais raramente) reações mais sérias. Infelizmente alguns pais ainda hesitam em dar vacina e até encontram argumentos com algum profissional que, com certeza, não está alinhado às melhores práticas médicas da atualidade. Tudo começou com estudo falso ligando as vacinas com o autismo que  viralizou e causou medo em muitos pais.

O pediatra dr. Cláudio Len, pai do Fernando, da Beatriz e da Sílvia, diz que abrir mão das vacinas por causa de uma crença pessoal ou de uma orientação individual de um médico não faz sentido. “Fico pensando no remorso de uma mãe ou pai no caso de morte ou incapacidade por doença bacteriana que poderia ser prevenida. Recomendo que os pais com esse tipo de pensamento reflitam e conversem com outros médicos para formarem uma ideia mais consistente sobre o assunto”, afirma.

A SPSP e Departamentos de Infectologia e Imunizações propõe que os médicos aumentem a discussão sobre o calendário vacinal e a importância delas para a vida das crianças, esclarecendo qualquer dúvida sobre a recusa vacinal e transmitindo confiança.

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