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5 momentos em que as crianças vão (e devem!) se sentir desapontadas

Agir nessas situações é muito importante para o desenvolvimento da criança

Redação Pais&Filhos

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(Foto: Shutterstock)

Nós não podemos proteger os nossos filhos de todas as reviravoltas da vida, e não deveríamos ficar tentando. Uma reportagem da revista norte-americana “Parents” mostra por que.

Como pais, nós queremos proteger os nossos filhos de todas as coisas ruins do mundo, mas isso dificilmente acontece. Com o passar o tempo, nossos pequenos começarão a ter seus ralados e arranhões – e até mesmo coração partido. Mesmo que esses desgastes emocionais possam parecer muito dolorosos para nós como testemunhas, eles são uma parte importante do crescimento.

“Por que não podemos simplesmente criar um ambiente seguro, um casulo, até nossos filhos estarem prontos para saírem de casa? Porque você precisa passar tanto por altos quanto baixos na vida para desenvolver um senso de si, para ter autoconfiança, para ter coisas em que você acredita que é bom e usar isso na sua vida. Não da para ter apenas sucesso”. É o que explica Sam Goldstein, um psicólogo especializado em crianças e co-autor do livro Raising Resilient Children (Criando Crianças Resilientes, em tradução livre).

Claro, não quer dizer que você não deve tentar proteger os seus filhos, especialmente quando eles são muito novos. Esse ambiente seguro que nós criamos é como um escudo para crianças mais novas, que ficam protegidas de experiências potencialmente perigosas. Mas entre as idades de 5 e 8 anos, a maioria das crianças estão prontas para lidar com novos desafios e devem ter a oportunidade de tentar atividades onde o sucesso não deve ser garantido necessariamente.

O temperamento de seu filho tem um papel em como ela vai reagir com decepções, mas existem maneiras para melhor prepará-lo na hora de enfrentar experiências desagradáveis. Leia agora cinco situações típicas onde as crianças estão mais propensas a passar por decepções, e modos de oferecer apoio.

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Nem tudo são flores

Às vezes o mundo não parece estar do mesmo lado que o seu filho. Talvez os ingressos tenham se esgotado quando você e sua família chegaram no cinema, a decoração linda de aniversário estragou com a chuva, ou o seu time favorito tenha perdido o a final do campeonato. Isso machuca – e muito.

Jen D., mãe de três, viu isso em primeira mão quando seu filho de 8 anos, Gabe, precisou de colo quando o seu time Seattle Seahaws perdeu nos segundos finais do Super Bowl.

“Seu time lutou tanto e ele realmente pensou que eles ganhariam”, disse ela. “Eu o ajudei a passar pela decepção quando o fiz lembrar que o que faz parte em amar um time é apoiar perdendo ou ganhando. E essa perda só fará eles voltarem mais fortes na próxima temporada.”

A estratégia de Jen soa como música nos ouvidos do Dr. Goldstein. Ele concorda com o jeito que ela ajudou seu filho a ter a perspectiva sobre a perda e ainda enxergar que é uma oportunidade para o time