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Marcos Piangers: "Eu não sou todo mundo"

Existe uma frase que toda mãe fala, e atire a primeira pedra quem nunca ouviu isso pelo menos uma vez na vida: “Você não é todo mundo”. Não tem jeito! Mãe é mãe e tem essa advertência na ponta da língua. Marcos Piangers, nosso colunista, fez uma reflexão sobre o que isso representa na vida das pessoas e a influência que essas palavras tem na vida de uma criança até ela se tornar adulta. Ele fala, principalmente, de como foi importante para ele crescer tendo em mente que ele não era todo mundo.
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Confira o texto na íntegra:
É o que minha mãe me dizia quando eu comentava que todo mundo tinha uma mochila da moda, menos eu. “Você não é todo mundo!”. Se eu pedisse um tênis que todo mundo estava usando: “Você não é todo mundo!”. Se eu dissesse que todo mundo ia no cinema, e que era injusto ela não me deixar ir, só porque ela não tinha dinheiro, vocês já sabem, ela dizia: “Você não é todo mundo!”.
Ela, então, deixava as coisas dramáticas, perguntando se eu copiaria as atitudes dos meus amigos em outras situações. “Se todo mundo se jogar da ponte você também vai se jogar?”, ela perguntava. Eu respondia que não, claro que não, quero apenas uma mochila da Company, não seguir meus amigos em um salto para a morte. “Se seus amigos comerem cocô você também vai comer?”. Não, não. Certamente, não, mãe. Não precisa ser escatológica.
Quando cresci, percebi que as coisas são muito mais caras do que eu imaginava. Ganhar dinheiro se tornou tão árduo que passei a valorizar cada centavo.
Até hoje, quando olho para produtos caros que todo mundo está usando, lembro do que minha mãe me ensinou: “Eu não sou todo mundo”. Não preciso de um iPhone 11. Não preciso de uma jaqueta da North Face. Não preciso ter um Jeep Renegade. Essas coisas que todo mundo faz achando que vai ser mais feliz.
Aquela frase ficou tão marcada em mim que quando estava trabalhando na Rede Globo e no Pretinho Básico, em certo momento decidi que gostaria de virar minha carreira ao avesso. Decidi que iria sair da televisão e do rádio, dois empregos que pagavam bem e me proporcionavam altíssima exposição.
Minha mãe achou que eu estava louco. “Como você vai sair desses empregos tão especiais”, ela me disse. Pra ela, largar empregos estáveis e promissores era irracionalidade. “Você sabe quantas pessoas querem trabalhar nisso? Todo mundo gostaria de estar no seu lugar”, ela me disse. E eu, olhando pra ela e tudo o que me ensinou por anos, feliz por buscar minha própria felicidade e não tentar emular o sucesso alheio, grato por ter absorvido o que até ela esqueceu, respondi: “Mãe, eu não sou todo mundo”.
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