Homem-Pateta: denúncias chegam às autoridades no Brasil

Perfis na internet induzem crianças a participar de desafios, usando personagem da Disney atraem atenção dos menores

Resumo da Notícia

  • As autoridades no Brasil começaram a receber denúncias
  • Os suspeitos entram em contato com as crianças pela internet
  • O perfil foi criado há três anos no México. Com o tempo, os perfis falsos foram se multiplicando e chegaram ao Brasil
Denúncias chegam as autoridades (Foto: Reprodução / Twitter @temadobrasil)

Depois da divulgação de que o novo desafio às crianças, feito por um homem vestido como o personagem Pateta, é real, as autoridades no Brasil começaram a receber denúncias. De acordo com a desembargadora de Santa Catarina, Rosane Portella Wolff, há uma dificuldade na identificação dos responsáveis: “É algo que desaparece em determinados momentos, se criam outros perfis e assim sucessivamente”, diz ao R7.

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O homem identificado como Jonathan Galindo aparece maquiado como o personagem infantil da Disney, atrai a atenção dos pequenos e, por meio das redes sociais, entra em contato com eles e faz ameaças. As crianças caem nessas armadilhas virtuais e são induzidas a participar de desafios com o objetivo de machucá-las.

Entenda o caso

‘Homem Pateta’: conheça os riscos do perfil e como proteger seu filho (Foto: reprodução Pinterest)

Em uma das postagens, o homem pede que as crianças coloquem sabão em pó nos olhos para que eles fiquem azuis. Em outra, incentiva o vício em cigarros.  Nas redes sociais, mães postaram mensagens que os filhos viram o vídeo do homem-pateta. Uma delas escreveu que foi surpreendida pela pergunta do filho de 7 anos sobre o que era suicídio, outra afirmou que a criança viu e acordou de madrugada com medo.

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Os suspeitos entram em contato com as crianças pela internet. Segundo a polícia, os perfis têm poucas postagens porque, após ganhar a confiança dos pequenos, enviam mensagens privadas com textos, vídeos e áudios com ameaças e intimidações às vítimas.  O perfil foi criado há três anos no México. Com o tempo, os perfis falsos foram se multiplicando e chegaram ao Brasil. O alerta veio primeiramente do Tribunal de Justiça e da Polícia Civil de Santa Catarina.

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