Menino de 12 anos abre oficina de brinquedos e passa a consertar eletrodomésticos na pandemia

Kayllon, de 12 anos, começou o serviço para amigos de graça, mas logo passou a ser procurado por familiares para consertos mais técnicos

Resumo da Notícia

  • Menino de 12 anos abriu oficina de brinquedos na pandemia;
  • Após um ano em isolamento social, Kayllon passou a ser procurado para consertar batedeiras, máquinas de lavar e até notebooks;
  • O sonho de Kayllon é ser mecânico.

Kayllon Denilson Fernandes Looze, de 12 anos, abriu a ‘Oficina de Brinquedos do Kayllon’ durante a pandemia, por não encontrar muitas atividades para fazer em casa. De início, o adolescente, que mora em Apiaí, interior de São Paulo, consertava brinquedos de graça, mas a notícia se espalhou pela vizinhança e em um ano, Kayllon arrumava secadores de cabelo, batedeiras e até notebook.

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“Ele estava sem nada para fazer, e falou que ia colocar uma plaquinha na porta de casa avisando que arrumava brinquedos de graça. Se fosse muito difícil, ele cobraria R$ 1. Eu aconselhei a não fazer, porque fiquei com medo de algo dar errado. Mas, ele disse que sabia fazer direito, e que ia conseguir, então deixei”, contou a mãe do menino em entrevista ao G1.

Themis Fernandes Santana Looze, mãe do menino, explicou que o pai de Kayllon sempre gostou de trabalhar com consertos, e o filho sempre observou o ofício, que desde pequeno dizia que um dia teria suas próprias ferramentas para realizar consertos.

Kayllon sempre admirou os serviços do pai, que também recebe visitas de vizinhos procurando ajuda em reparos
Kayllon sempre admirou os serviços do pai, que também recebe visitas de vizinhos procurando ajuda em reparos (Foto: Reprodução G1/Arquivo Pessoal/Themis Fernandes Santana Looze)

A história de Kayllon foi compartilhada em páginas do Facebook de pessoas da região e várias crianças da vizinhança pediam ajuda para ajustar seus brinquedos.

Algum tempo depois de iniciar a oficina de brinquedos, a tia de Kayllon perguntou se ele saberia consertar o secador dela, que havia parado de funcionar. O adolescente não só aceitou, como venceu o desafio e, assistido pelos pais, realizou o conserto.  Desde então, pessoas levam liquidificadores, batedeiras e outros aparelhos para que ele consertasse, em troca de pequenas gorjetas.

Os pais sempre apoiaram e acompanharam os ‘serviços’ do menino. A mãe explica que quando o adolescente vê que não possui condições de consertar, orienta os clientes a procurarem profissionais e peças, indicados por ele mesmo.

“Me sinto muito orgulhosa pelo meu filho. Ele fica muito empolgado também, isso anima ele. Acho que ele vai seguir nessa área. O pai dele foi do mesmo jeito, mas até hoje não teve condições. Mas o Kayllon vai ter, e ele gosta muito de mexer com essas coisas, de fazer o trabalho dele”, finaliza.