A Jornada de Vivo: novo filme da Netflix mostra que a amizade é um laço tão forte quanto o familiar

Com estreia para 6 de agosto na plataforma de streaming, o filme conta a história de Vivo, um jupará que entra em uma aventura ao lado de Gabi para realizar o sonho de seu melhor amigo. Tire os móveis da sala, se prepare para dançar e pegue os lencinhos: tem muita emoção (e música!) por vir

Resumo da Notícia

  • A Jornada de Vivo é a nova animação da Netflix, que estreia em 6 de agosto
  • O longa-metragem conta a história de Vivo, um jupará que decide viajar para realizar o sonho de seu melhor amigo, o musicista Andrés
  • Ao lado de Gabi, sua nova companheira de aventuras, os dois descobrem que diferença uma canção pode fazer e reforçam que, para ser família, não é preciso ter um laço de sangue

Que diferença uma canção pode fazer? Para A Jornada de Vivo, nova animação da Netflix, a resposta é simples: toda. Com data de estreia para 6 de agosto, o longa-metragem tem potencial de conquistar o coração de toda a família e, de quebra, botar todo mundo para dançar na sala. Mas a gente já alerta: prepare os lencinhos, porque algumas lágrimas vão rolar durante a sessão pipoca.

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O filme conta a história de Vivo, um jupará (mamífero da família dos quatis) que encontra em Andrés, musicista já com alguma idade nas costas, um porto-seguro. Juntos, eles formam a dupla perfeita: ainda que não consigam se comunicar com palavras, a música torna-se uma linguagem fluída entre eles – a ponto de um completar a sentença do outro. Com uma praça de Havana como palco, os dois se apresentam para o público cantando e dançando.

A trama corre perfeitamente bem até que Andrés recebe uma carta que muda completamente o rumo (e ritmo!) da narrativa. Quem escreve para ele é Marta Sandoval, cantora e o grande amor que ele não pôde viver: para que a amada não desistisse de seus sonhos por causa do sentimento que havia entre os dois, Andrés decide nunca se declarar para ela.

Andrés e Vivo são a dupla perfeita (Foto: Divulgação Netflix)

As coisas mudam quando ele recebe a carta de Marta, um convite para que os dois cantem juntos em sua última apresentação. A possibilidade de finalmente viverem seu final “felizes para sempre” escancara a porta de um lugar inundado de um amor que nunca aconteceu de fato, mas foi cultivado com carinho ao longo dos anos. A única coisa que materializou o sentimento de Andrés por ela foi uma canção, escrita décadas atrás, e que ele tem a intenção de entregar para a amada em seu tão esperado encontro.

Vivo, ao perceber o que está para acontecer, entra em conflito. Ele sabe da importância de entregar a canção para Marta, mas se questiona: que diferença isso faria agora, depois de tanto tempo? É melhor ajudar seu parceiro a realizar o sonho de estar novamente com Marta ou permanecer em Havana, em sua zona de conforto, por medo de encarar um universo completamente diferente?

Com uma reviravolta de tirar o fôlego e lágrimas dos olhos, Vivo decide entrar de cabeça no desejo de Andrés. Para isso, ele conta (meio a contragosto) com a ajuda de Gabi, uma menina solitária e confiante. As aventuras, embaladas por músicas que mostram a personalidade de cada um dos personagens, provam o valor da amizade e resgatam a crença de que tudo vale a pena quando existe amor.

Família é tudo – principalmente inspiração

Gabi é uma menina agitada, animada, com opinião forte. Em trabalho conjunto com Kirk DeMicco, diretor e roteirista da animação, Quiara Alegría Hudes, também roteirista, explica que se inspirou na irmã mais nova para criar a personagem. Sua personalidade expansiva surgiu para ser, justamente, o contraponto e modernidade que o longa-metragem precisava. “Depois que definimos a relação de Andrés e Vivo, entramos com uma pessoa que vai mudar completamente a energia do filme”.

Ao longo da trama, Gabi se torna o braço direito de Vivo, que embarca em uma jornada emocionante – e cheia de segundos planos – para encontrar Marta em Miami. Gloria Estefan, uma cantora cubana que dá voz e vida à personagem da diva, também foi referência da roteirista durante a infância. Durante a premiére exclusiva do filme da qual Pais&Filhos participou, Quiara relembrou de um momento emocionante que viveu ao lado da mãe, que é de Porto Rico. “Estávamos viajando quando uma música da Gloria começou a tocar no rádio. Ela estacionou o carro e, sem conseguir respirar direito, me disse: ‘O fato de ser uma mulher cantando vai mudar muita coisa, vai levar a nossa cultura para outro patamar’. Então foi realmente uma honra poder trazê-la para o filme”.

Gabi e Vivo entram em uma verdadeira aventura para entregar a canção de Andrés para Marta (Foto: Divulgação Netflix)

A Jornada de Vivo é mais uma prova de que para construir uma família não é preciso ter um laço de sangue. Andrés e Gabi, cada qual à sua maneira, são porto-seguro e lar do protagonista. Para Kirk, a grande sacada do longa-metragem é essa: independentemente das circunstâncias, sempre existe a possibilidade de que alguém cruze o seu caminho de forma inesperada e se torne especial – a ponto de você ganhar uma nova família.

A teoria é linda, mas para os personagens do filme, a prática é outra coisa. Quiara explica que é um grande desafio para que Gabi deixe de lado a autossuficiência e consiga abrir espaço aos poucos para que outra pessoa (ou um jupará!) influencie suas decisões. “Eles estão tentando encontrar maneiras de enfrentar juntos os problemas que têm em suas vidas”.

Cada um com seu ritmo

A música é uma das características mais marcantes do novo longa-metragem da Netflix e verdadeira representante de cada personagem e fase da narrativa. Enquanto Vivo, Andrés e Marta têm canções cheias de elementos cubanos atreladas a eles, Gabi vem para quebrar essa linha de energia e trazer o freestyle, fortemente presente em Miami nos anos 80.

Vivo é um jupará, mamífero da mesma família dos quatis (Foto: Divulgação Netflix)

Alex Lacamoire, compositor e produtor musical de Vivo, e Juan de Marcos, musicista que deu voz a Andrés, trabalharam juntos para que as canções da nova produção da Netflix comunicassem de maneira clara e marcante o que cada personagem quer passar. A diversidade de estilos musicais, segundo Juan, “traz a energia necessária para enviar a mensagem por meio de uma obra de arte”. E, assim como o amor, a música é uma linguagem universal – algo que a dupla quis deixar muito claro durante o longa-metragem. “É tudo uma questão de honrar aquele momento da história”, descomplica Alex sobre o processo de criação da trilha sonora.