Chegada de um filhote: como preparar a família e ter uma guarda responsável

Assumir a responsabilidade de um pet é um processo que deve envolver todos os membros da família. Para te ajudar nessa missão, reunimos os cuidados que você precisa tomar ao preparar a casa e as crianças para a chegada de um filhote

Ter um animal de estimação é tudo de bom. Mas antes de abrir o coração (e a casa) para a chegada de um cãozinho ou gatinho, é essencial ter atenção a alguns pontos para que todo o processo funcione bem tanto para a família quanto para o pet, principalmente se você tem um filho pequeno. Antes de qualquer coisa, é importante saber se você e sua família estão preparados para assumir a guarda responsável de um animal. Para decidir levar um pet para a casa, muitos pontos precisam ser pensados e discutidos entre todos os envolvidos, já que a chegada do gato ou cão vai mudar toda a dinâmica e rotina.

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A guarda responsável de um animal de estimação pode ser definida como “a responsabilidade de uma pessoa em cuidar adequadamente das necessidades de seu gato ou cão ao longo da vida”. E essa responsabilidade deve ser compartilhada com a família. “Ter um pet necessita do comprometimento de todos, pois eles precisam de cuidados e atenção. Antes de tomar a decisão, é importante a reflexão de que o pet vai viver muitos anos junto com a família, já que a expectativa de vida média de cães e gatos é de cerca de 12 a 15 anos”, explica a Dra. Priscila Rizelo, Médica-Veterinária e Coordenadora de Comunicação Científica da Royal Canin Brasil.

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Além disso, é fundamental pensar em diversos cenários no futuro, como em casos de viagens, mudanças, se a família aumentar ou se o pet ficar doente, por exemplo. A guarda responsável também começa antes do filhote chegar ao novo lar. “Se a decisão é ter um pet, deve-se avaliar qual perfil de animal é o mais adequado para o estilo de vida da família”, indica Priscila. É preciso pensar no animal mais adequado para a sua família e onde buscá-los da forma correta, em ONG’s ou criadores responsáveis, com rígidos protocolos de bem-estar animal.

(Foto: Divulgação/Royal Canin)

O melhor amigo

Criança e animal de estimação formam uma dupla infalível, ninguém duvida disso. Quando crescemos com um cachorro ou gato, sempre lembramos das aventuras vividas com ele e desejamos que os filhos tenham a mesma boa experiência de se desenvolver ao lado de um melhor amigo. Afinal, os pets são companheiros, estimulam a afetividade das crianças, que começam a exercitar a responsabilidade e o respeito pelo outro. “Eles são ótimas companhias, trazem uma sensação de segurança, afeto e amenizam a solidão, além de motivarem e facilitarem as interações sociais. Cuidar de um pet ajuda a criar senso de responsabilidade e disciplina nas crianças, já que é necessário ter uma rotina diária de alimentação, cuidados, higiene e brincadeiras”, defende Priscila.

Mas para que tudo isso aconteça e eles se transformem em grandes amigos, é preciso ter todo o cuidado do mundo. Isso porque as crianças não têm consciência de todas as condições para atender as necessidades do animal e precisam ser orientadas pelos adultos. Conforme as crianças vão crescendo, já é possível ensinar como limpar a sujeira, oferecer alimentação, ajudar no banho e sair para passear, mas sempre sob a supervisão de um adulto. Acima de 3 anos, as crianças podem ajudar a escovar e alimentar o pet, por exemplo. Também é importante deixar bem claro para a criança que um animal de estimação não é um presente ou brinquedo. É preciso pensar que ele tem sentimentos e necessidades emocionais.

Preparando a casa

A adaptação da casa e do ambiente deve começar antes mesmo da chegada do filhote. “Defina quais cômodos o pet terá acesso ou não e determine onde será o local de alimentação, descanso e banheiro. Observe escadas, piscina e possíveis locais onde o animal pode se machucar e adapte para que ele não esteja em perigo, principalmente se estiver sozinho. Faça uma lista das plantas que tem em casa e converse com o médico-veterinário para saber se são tóxicas ou se podem ficar acessíveis ao pet sem riscos à saúde dele. Evite o acesso a produtos de limpeza, lixeiras, locais de difícil acesso onde possam se esconder e não conseguir sair”, orienta Priscila.

(Foto: Divulgação/Royal Canin)

Integrar os animais da casa e crianças de forma correta tende a tornar a rotina da família muito mais fácil. A lição número 1 é estabelecer regras, tanto sociais quanto de comportamento, para quando o pet chegar. “As crianças devem ser orientadas sobre como interagir com o pet antes da sua chegada, sabendo que o filhote é frágil e que deve ser manuseado com cuidado”, explica a especialista.

Ter paciência também é muito importante. Assim que o pet chega em casa, ele precisa de tempo para se adaptar. É natural que leve alguns dias até o filhote conhecer toda a casa e se adaptar à rotina da família, por isso é importante respeitar esse tempo. Oriente as crianças a respeitar o espaço do pet, supervisione os primeiros contatos para que a criança aprenda como interagir com o filhote de forma positiva, evitando mordidas e arranhões desnecessários. Por isso, também ensine ao seu filho que ele não deve deixar o rosto muito perto de nenhum animal. Depois dessa fase, é importante ensinar comandos de obediência. É muito útil ter a ajuda da criança, pois ela mesma pode aprender, desenvolver e treinar o animal. Dessa forma, a casa e a família ficarão equilibradas e preparadas para receber o filhote da melhor forma possível.

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