Grupo de estudantes de escola pública vencem desafio cultural tecnológico

Eles foram promovidos para participar do Brazil Conference at Harvard & MIT 2022, nos Estados Unidos, em abril

Resumo da Notícia

  • Grupo de estudantes de escola pública venceram um desafio cultural tecnológico
  • Eles foram promovidos para participar do Brazil Conference at Harvard & MIT 2022
  • O evento irá acontecer em abril de 2022

Um grupo de estudantes do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica), campus Maracanã, do Rio de Janeiro, venceram um desafio cultural Tack 4, promovido pela Junior Achievement em parceria com a ID Cultural. Os cinco estudantes premiados terão a oportunidade de participar do Brazil Conference at Harvard & MIT, nos Estados Unidos, em abril do próximo ano.

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Os alunos vencedores foram Juliana França Araujo Ferreira, Lucas Cardoso Gregório, Luiz Filipe Peres Mendes, Maria Eduarda de Carvalho e Natalhia da Costa Vian, que juntos, formam a Equipe Join.

Alunos vencem desafio cultural tecnológico
Alunos vencem desafio cultural tecnológico no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução / CEFET RJ)

O tema do projeto foi “Como podemos utilizar a tecnologia para fomentar a cultura como agente de transformação social?”, de acordo com Juliana, uma das integrantes da equipe. “Estávamos à procura de uma solução que realmente pudesse se tornar efetiva e inovadora, que pudesse ser um diferencial para a sociedade. Sendo assim, surgiu a Junte-se, uma plataforma para revolucionar a cultura com a tecnologia dos NFTs”, disse ela

O NTF (Non-Fungible Token) é um criptoativo que mostra produtos e serviços de forma digital. Luiz Filipe Peres, de 17 anos, afirmou que todos eles se dedicaram por muitas horas para levar o trabalho adiante. “Apesar disso, foi extremamente gratificante participar da construção de uma iniciativa inovadora voltada para artistas independentes brasileiros”, acrescentou.

“Criar um projeto do zero envolve muitos desafios. O nosso principal objetivo no projeto era fazer com que as pessoas entendessem os NFTs, uma tecnologia teoricamente complexa aos olhos da maioria, mas que pode ser facilmente explicada com comparações”, disse outro integrante do grupo, Lucas Gregório, de 18 anos.

“A equipe se esforçou muito. Foram dias, noites e até madrugadas trabalhando no projeto. Buscamos ajuda e a todo tempo procuramos evoluir”, relata. “Quando a notícia da vitória chegou, eu só sabia chorar e a minha mãe, que estava do meu lado, gritava de felicidade”, disse Natalhia da Costa Viana, de 17 anos. “Foi muito bom observar como esse programa não só me impactou, mas também impactou a minha família, as pessoas ao meu redor”, acrescentou.

“Outro ponto importante é que, para participar do Tack, você precisa se desafiar. A primeira etapa foi uma maratona com três dias de imersão, aprendendo, desenvolvendo ideias e trabalhando em equipe. Depois, apenas um mês para a grande final”, acrescentou também Maria Eduarda de Carvalho, de 18 anos. Ela já participou de outras competições, mas ela afirmou que essa tem sido uma experiência única.

O gestor de projetos da Junior Achievement, Michel Mesquita disse que a participação dos alunos em eventos esse pode trazer grandes experiências e ajudar a desenvolver novas habilidades. “Consciência social, empatia, respeito à diversidade, relacionamento em equipe e tomada de decisão responsável são habilidades socioemocionais muito importantes que contribuem para os excelentes resultados apresentados”, disse.

A competição contou com a participação de 60 alunos em 12 equipes, sendo separada em cinco etapas para a eliminação. O desafio durou oito horas, contando com três dias. O intuito era o de motivar os estudantes a encontrar formas inovadoras de solucionar problemas culturais com a tecnologia.

“A cada evento eu me surpreendo com a criatividade dos jovens na construção de suas soluções. Como educador, fico cada vez mais convicto de que muitos jovens suburbanos e periféricos precisam receber mais oportunidades para apresentar todo o potencial e o enorme poder de criação que trazem por meio de suas próprias experiências”, diz Mesquita, que vem acompanhando as quatro edições do Desafio Tack.  “Acredito que a educação e o empreendedorismo são ferramentas fundamentais para uma mudança de cenário na vida de muitos jovens por meio da inclusão e da democratização do acesso”, finalizou Michel.