Professora cria museu temporário para exibir histórias de vida dos alunos

Adriana Negreiros Campos percebeu a dificuldade dos alunos associarem a disciplina com a história de vida deles e da família

Resumo da Notícia

  • Professora cria museu temporário para exibir histórias de vida dos alunos;
  • Adriana Negreiros Campos percebeu a dificuldade dos alunos associarem a disciplina com a história de vida deles e da família;
  • A educadora então decidiu propor uma atividade diferente aos alunos

Para chamar atenção dos estudantes sobre importância e capacidade de cada pessoa na construção da história, uma professora organizou uma exposição de objetos pessoais. A organizadora do projeto “Museu Temporário de Lembranças” falou com o portal Porvir sobre a iniciativa.

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Adriana Negreiros Campos, responsável pela área de história da instituição, notou a dificuldade dos alunos associarem a disciplina com a história de vida deles e da família. Com isso, a educadora reuniu duas turmas do 5º ano do ensino fundamental, em uma escola municipal de Santos (SP) para propor uma atividade diferente.

“A princípio, a atividade seria com documentos e objetos. A proposta era construir um museu que abarcasse as memórias por meio de objetos significativos trazidos pelos próprios alunos, pelos professores, pela equipe técnica e também por mim”, detalha Adriana.

Durante as aulas, a professora de história passou a levar objetos como meio para eu trabalhar história e história textual com alunos, como baús, máscaras antigas, réplicas de objetos arqueológicos, objetos indígenas e inclusive disquetes e mostrando a importância do item no contexto histórico.

Alunos discutiram sobre objetos e sua ligação com o contexto histórico
Alunos discutiram sobre objetos e sua ligação com o contexto histórico (Foto: Marko Marko Metzinger Photography)

A atividade

“Os alunos se dividiram em grupos e eu passei um roteiro de perguntas sobre o objeto para eles. Primeiro, são perguntas sobre o aspecto físico: como é o objeto, qual é a sua estrutura e se ele está inteiro ou em pedaços. Depois, sobre a tecnologia: qual é o material do objeto, como foi produzido, se foi produzido por uma pessoa só ou várias, se foi produzido em uma fábrica ou feito à mão, quem usou aquele objeto, entre outras questões. Tudo isso para que depois eles tivessem o mesmo olhar com os objetos que trariam de casa para a escola“.

Logo em seguida, Adriana passou a pedir para os alunos trazerem seus pertences, e realizar um caminho inverso: perguntar às famílias sobre o que tinham trazido, como: que foto era aquela, quando tinham usado a roupinha que levaram, qual era a história por trás daquele brinquedo.

Objetos pessoais dos alunos de Adriana em exposição
Objetos pessoais dos alunos de Adriana em exposição (Foto: Acervo pessoal)

Nesse momento, a mestranda em Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE-USP) explica que pediu ajuda à professora de língua portuguesa para a redação das legendas de cada material e na elaboração do catálogo do nosso museu.

“O produto final foi a montagem de um museu temporário com todos os materiais trazidos para a escola. O objetivo do projeto foi trabalhar história e mostrar para os alunos que ela não se faz só com escrita, mas também com documentos e com os próprios objetos. A história pessoal é tão importante quanto a história que está no livro”, frisa.